VIII Seminário Corpo, Gênero e Sexualidade, IV Seminário Internacional Corpo, Gênero e Sexualidade e IV Luso-Brasileiro Educação em Sexualidade, Gênero, Saúde e Sustentabilidade

Memórias, lutas e insurgências nas educações

14 a 17 de setembro de 2022 - Online
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Período de Submissão

Os trabalhos serão submetidos por sua área de participantes até a data: 03/08/2022

Módulo de submissão

Os trabalhos poderão ser enviados nas modalidades: Comunicação Oral, Pôster e Simpósio Temático

CONFIRA OS EIXOS TEMÁTICOS DO EVENTO!

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Eixo Temático

REUNIÃO DE GRUPO DE PESQUISA
A ARTE ATUA NA CAPACIDADE DE SIMBOLIZAR, DE ANALISAR, DE AVALIAR, DE ESTRUTURAR JULGAMENTOS E NA CONSTRUÇÃO DE PENSAMENTOS FLUIDOS, PROVOCANDO NOS SUJEITOS UM ENFRENTAR E INTERPRETAR DIFERENTEMENTE O MUNDO, SENDO CRÍTICOS E EXPRESSIVOS, E, PRINCIPALMENTE, APROXIMANDO-OS DE SI E DO OUTRO, DE MODO A EXPLORAR OS SENTIDOS E AS REPERCUSSÕES QUE A ARTE PERMITE AO CORPO E À VIDA. ESTE EIXO TEMÁTICO TEM POR OBJETIVO REUNIR TRABALHOS E PESQUISAS QUE NAVEGUEM ENTRE AS DIFERENÇAS, CORPO(S), GÊNERO(S) E SEXUALIDADE(S), APRESENTANDO A ARTE COMO PRINCIPAL FERRAMENTA PARA O EXERCÍCIO DA DESTERRITORIALIZAÇÃO E RETERRITORIALIZAÇÃO. O PENSAMENTO, A TEORIZAÇÃO, A CONCEITUALIZAÇÃO E AS PISTAS METODOLÓGICAS DE MICHEL FOUCAULT, GILLES DELEUZE E FÉLIX GUATTARI ATRAVESSAM ESTE EIXO GERANDO POSSIBILIDADES DE DISCUSSÕES PAUTADAS POR PROBLEMATIZAÇÕES. PARA TANTO, BUSCAMOS POR ESTUDOS QUE MERGULHEM NA ARTE E EM SUAS PRÁTICAS ARTÍSTICAS, PROBLEMATIZANDO SUAS INTERVENÇÕES NO PENSAR E REPENSAR OS DIFERENTES SUJEITOS E AS RELAÇÕES À ELES IMBRICADAS.

Coordenadores(as):
Gislaine De Fátima Ferreira Leite (UFJF)
Ailton Dias De Melo (FURG)
Alana Máximo Buscácio (UFLA)

A PRODUÇÃO DE PESQUISAS SOBRE AS TEMÁTICAS DE GÊNERO, SEXUALIDADE E INFÂNCIAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO TEM TIDO GRANDE VISIBILIDADE NOS ÚLTIMOS ANOS, ESPECIALMENTE A PARTIR DOS ANOS 2000, COM A CRIAÇÃO DE VÁRIOS GRUPOS DE ESTUDOS E PESQUISAS VINCULADOS ÀS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS, ENVOLVENDO PUBLICAÇÕES, CONGRESSOS, SIMPÓSIOS, SEMINÁRIOS, ALÉM DE DIVERSAS OUTRAS INICIATIVAS DE TRABALHOS REALIZADOS COM CRIANÇAS NAS ESCOLAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ANOS INICIAIS. CONSIDERANDO O PAPEL QUE CABE À ESCOLA DESEMPENHAR, NO SEU COMPROMISSO ÉTICO DE PROMOÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS, DO RESPEITO ÀS DIFERENÇAS E NA PROMOÇÃO DA EQUIDADE DE GÊNERO, TORNA-SE FUNDAMENTAL DARMOS VISIBILIDADE ÀS PESQUISAS E RELATOS DE EXPERIÊNCIAS QUE ESTÃO SENDO DESENVOLVIDOS NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO E ÁREAS AFINS

Coordenadores(as):
Jane Felipe (UFRGS)
Dinah Quesada Beck (UFRGS)

DIFERENTEMENTE DO CONCEITO DE GÊNESE, QUE DEMARCA A ORIGEM DE ALGO, A TEORIA FOUCAULTIANA SE DESENVOLVE A PARTIR DA GENEALOGIA DO PODER, QUE SE DEBRUÇA SOBRE A ANÁLISE DOS DIFERENTES SABERES, DAS DIFERENTES CONSTRUÇÕES E PROCESSOS QUE CONSTANTEMENTE SE INTERRELACIONAM NA CONSTRUÇÃO/SUSTENTAÇÃO/REPRODUÇÃO DO PODER. NESTE PROCESSO DIALÉTICO EM TORNO DO PODER, TORNA-SE POSSÍVEL SUA ANÁLISE PERIFÉRICA, BUSCANDO OS PONTOS MARGINALIZADOS EM SUA ESTRUTURA, ONDE ELE, DE FATO, ATUA E MOLDA O CONTEXTO SOCIAL. ASSIM, O PODER SE REPRODUZ POR MEIO DE UM PROCESSO SISTÊMICO, DA MICRO A MACROFÍSICA E VICE-VERSA, SEM QUE TENHA-SE A NOÇÃO EXATA DE ONDE ELE SURGE. O FATO É QUE O PODER É PERCEBIDO NAS RELAÇÕES DESDE OS TEMPOS ANTIGOS, NA RELAÇÃO DE SOBERANIA E VASSALAGEM, CHEGANDO AOS TEMPOS ATUAIS. NESSE ÍNTERIM, O PODER NÃO MANTEVE-SE IMÓVEL, ESTÁTICO, MAS DESENVOLVEU-SE, REFORMULOU-SE E MODERNIZOU-SE COM O PASSAR DO TEMPO, ATÉ O MOMENTO EM QUE CONFIGURA-SE EM BIOPODER. SEJA QUAL FOR SUA ARQUITETURA, O PODER TEM POR OBJETIVO A DISCIPLINA TOTAL - DE EXISTÊNCIAS, CORPOS, SERES E SABERES - A FIM DE QUE SE MANTENHA A ORDEM E SEJA POSSÍVEL A TRANSFORMAÇÃO DOS SUJEITOS DE FORÇA POLÍTICA PARA FORÇA ÚTIL, ANIQUILANDO TODAS AQUELAS EXISTÊNCIAS QUE NÃO SE INSEREM NESSA ESTRUTURA. PARA QUE SE TORNE POSSÍVEL, O PODER DISCIPLINAR DEPENDE DAS TECNOLOGIAS DE PODER, OPERANDO EM TORNO DA VIGILÂNCIA E PUNIÇÃO, COM O PROPÓSITO DE ADESTRAR, REGULAR, NORMATIZAR E DOCILIZAR. A MEDICALIZAÇÃO, E JUDICIALIZAÇÃO, RACIALIZAÇÃO, DOUTRINAÇÃO, ENTRE OUTROS, SÃO TECNOLOGIAS DE PODER QUE OPERAM HÁ MUITOS SÉCULOS A FIM DE INSTAURAR A ORDEM SOCIAL. CONTUDO, ASSIM COMO O PODER EM SI, SUAS TECNOLOGIAS TAMBÉM EVOLUÍRAM, SOBREMANEIRA, SEMPRE MIRANDO NO HORIZONTE DA SUTILEZA, NO INTUITO DE TORNAR-SE MENOS PERCEPTÍVEL CONSCIENTEMENTE. ESTA PROPOSTA DE EIXO TEMÁTICO VERSA SOBRE AS NOVAS FORMAS DE APRESENTAÇÃO E REPRESENTAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DE PODER NOS MAIS VARIADOS ESPAÇOS SOCIAIS - ENSINO, SAÚDE, EMPRESAS, POLÍTICAS PÚBLICAS, PODER PÚBLICO, RELIGIÃO - NO INTUITO DE QUE SE PROMOVAM DISCUSSÕES A PARTIR DE PERSPECTIVAS TEÓRICAS E EMPÍRICAS QUE SUBSIDIEM A CONSTRUÇÃO DE UM CORPO ROBUSTO NA LUTA CONTRA OS MOVIMENTOS REACIONÁRIOS QUE, MAIS UMA VEZ, TENTAM DIZIMAR AS EXISTÊNCIAS DISSIDENTES DOS PADRÕES BRANCO-CISHETERONORMATIVO-CORPORAL/FUNCIONAL IMPOSTOS.

Coordenadores(as):
William Roslindo Paranhos (UFSC)
Elaine Lutz Martins (UERJ)
Laís Antunes Wilhelm (UFSC)

O ASSÉDIO É TRABALHADO NO MEIO ACADÊMICO DESDE OS ANOS 1970. EM 1990, O TERMO ASSÉDIO MORAL É CUNHADO, VOLTANDO-SE PARA RELAÇÕES DE TRABALHO. JÁ O ASSÉDIO SEXUAL VINCULA-SE A QUESTÕES SOCIAIS DE OBJETIFICAÇÃO DO CORPO PARA A DISPOSIÇÃO E SATISFAÇÃO DE OUTRO SUJEITO. RECENTEMENTE, A TEMÁTICA FOI ABORDADA EM ESPAÇOS SOCIAIS E VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO, SOBRE OCORRÊNCIAS NO MEIO ACADÊMICO, CIENTÍFICO E DA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA, TRAZENDO À TONA UMA PROBLEMÁTICA QUE NÃO É RECENTE, SE FAZ COTIDIANA E LEGITIMA-SE A PARTIR DE RELAÇÕES INTRAPESSOAIS, MAS TAMBÉM DE RELAÇÕES BUROCRÁTICAS E JURÍDICAS DENTRO E FORA DE INSTITUIÇÕES, ALÉM DAS DIFICULDADES EM LIDAR COM DENÚNCIAS QUE ENVOLVEM CARREIRAS, VIOLÊNCIA E SILENCIAMENTO. A LITERATURA MOSTRA QUE RELAÇÕES, DENTRO DO MEIO ACADÊMICO, ULTRAPASSAM A HIERARQUIA CLÁSSICA DE CARGOS, CONFIGURANDO-SE NAS RELAÇÕES DE GÊNERO, SE ESTABELECENDO DE MANEIRA DESIGUAL, USUALMENTE TENDO COMO PONTO DE PARTIDA HOMENS CISGÊNERO, INDEPENDENTE DO CARGO QUE OCUPAM (NÃO SE RESTRINGINDO SOMENTE ÀS RELAÇÕES DOCENTE-ESTUDANTES). A CADA DENÚNCIA TEMOS OS TEMPOS DE REVIVER AS EXPERIÊNCIAS, A PARTIR DAS RELAÇÕES DE PODER, NOS FAZENDO REPENSAR CONTROLES E OBJETIFICAÇÕES DO CORPO, NOÇÕES DE SEXUALIDADE E GÊNERO, INVALIDAÇÕES DENTRO DOS ESPAÇOS INSTITUCIONAIS, OU FORA DELES (CONSIDERANDO, TAMBÉM, ATUAÇÕES SOCIAIS, ESPECIALMENTE EM REDES SOCIAIS ATUALMENTE). ASSIM, ESTE EIXO TEMÁTICO PROPÕE A PENSAR CORPO, GÊNERO E SEXUALIDADE (EM SUAS DIFERENTES VERTENTES TEÓRICAS) E RELAÇÕES EM ESPAÇOS DE TRABALHO, ESPECIALMENTE O CIENTÍFICO, ACADÊMICO E DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA, COM PESQUISAS, RELATOS DE EXPERIÊNCIAS E ESTUDOS DE CASO QUE NOS POSSIBILITEM ESTABELECER DIÁLOGOS E FORTALECER O DEBATE.

Coordenadores(as):
Ana De Medeiros Arnt (UNICAMP)
Aline Marcele Ghilardi (UFRN)
Beatriz Hörmanseder (Ufes)

COM A PROPOSTA DESTE EIXO TEMÁTICO, BUSCAMOS CONTRIBUIR PARA O AVANÇO DO DEBATE SOBRE AS DIFERENTES ESTRATÉGIAS UTILIZADAS POR PESQUISADORAS/ES, ATIVISTAS E TRABALHADORES/AS QUE ATUAM EM ORGANIZAÇÕES/INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E/OU PRIVADAS QUE VISAM GARANTIR ACESSO E A PERMANÊNCIA DE GRUPOS QUE TÊM SIDO, HISTORICAMENTE, EXCLUÍDOS DOS ESPAÇOS DO MUNDO DO TRABALHO, COMO MULHERES, NEGROS/AS, PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, PESSOAS LGBTQI+, IDOSOS/AS, DENTRE OUTROS. TEMOS COMO OBJETIVO REFLETIR SOBRE OS CAMPOS DA GESTÃO DA DIVERSIDADE E DAS AÇÕES AFIRMATIVAS, BUSCANDO IDENTIFICAR AS ESTRATÉGIAS EMERGENTES UTILIZADAS NO CAMPO, BEM COMO POSSÍVEIS DIFICULDADES PARA A EFETIVAÇÃO DESTAS AÇÕES. PROPOMOS LANÇAR UM OLHAR CRÍTICO PARA AS FERRAMENTAS DE INCLUSÃO NAS ATIVIDADES LABORAIS E DEBATER SOBRE PRÁTICAS DE GESTÃO DA DIVERSIDADE E DE AÇÕES AFIRMATIVAS NO BRASIL, ANALISANDO SUA EFETIVIDADE PARA COMBATER A DESIGUALDADE. OS DEBATES PODEM LEVANTAR POSSÍVEIS SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS ENTRE OS CONCEITOS E PRÁTICAS UTILIZADOS, VISTO QUE ESTAS ABORDAGENS APRESENTAM PERSPECTIVAS TEÓRICAS E DE AÇÃO DIFERENTES, QUE PODEM TRAZER CONTRIBUIÇÕES PARA AS TECNOLOGIAS DE INTERVENÇÃO NESSE CONTEXTO.

Coordenadores(as):
Eliana Teresinha Quartiero (IFC)
Camila Guaranha (UFRGS)

ESTE ENCONTRO TEMÁTICO PROPÕE UMA DISCUSSÃO AMPLA SOBRE ALGUNS ASPECTOS DA ARTE COMO POTÊNCIA DE VIDA EM RELAÇÃO A TODOS OS CORPOS E GÊNEROS, REFLETINDO A MANEIRA COMO CORPOS SEM LIMITAÇÃO DE GÊNERO APARECEM E ATUAM NO CENÁRIO SOCIAL COM REFLEXOS ARTÍSTICOS CONTEMPORÂNEOS NUMA PERSPECTIVA DE RESSIGNIFICAR A EXISTÊNCIA. PRETENDE-SE CRIAR UMA DISCUSSÃO QUE ENVOLVA DESDE FATOS SOCIAIS, INSTITUCIONALIZADOS OU NÃO, E OBRAS E/OU ARTISTAS QUE TRANSITEM OU NÃO PELOS GÊNEROS EM SUAS CRIAÇÕES ARTÍSTICAS, APRESENTANDO CORPOS DIFERENCIADOS OU NÃO. ESTE ENCONTRO TEMÁTICO TEM COMO OBJETIVO TAMBÉM REFLETIR SOBRE AS IDEIAS E OS PROCESSOS CRIATIVOS CONTRACULTURALISTAS PRODUZIDOS PELA ARTE CONTEMPORÂNEA, A QUAL ESTÁ POSTA NA CENA BRASILEIRA ATRAVÉS DE SEU PENSAR-FAZER ARTÍSTICO QUE PROCURA QUESTIONAR, SUBVERTER E TRANSGREDIR OS DESAFIADORES E INSTIGANTES PRECEITOS DEFENDIDOS PELO ESTABLISHMENT DA RACIONALIDADE TOTALITÁRIA E TECNOCRATA DE NOSSO TEMPO. POIS, NA COMPREENSÃO DE QUE O ESTABLISHMENT TENTA INVALIDAR A ARTE COMO UM FENÔMENO QUE PRETENDE CONECTAR O PRESENTE COM A VONTADE DE UM FUTURO NÃO ALIENADO E ALIENANTE, ESTE ENCONTRO TEMÁTICO ANUNCIA QUE A ARTE PERMANECE LINGUAGEM DE DESAFIO, DE ACUSAÇÃO E PROTESTO, INSTAURANDO-SE COMO PRINCÍPIO DE RECONSTRUÇÃO SOCIAL PRESSUPÕE MUDANÇAS SOCIAIS FUNDAMENTAIS SOBRETUDO PELA MEMÓRIA. ASSIM, ESSE ENCONTRO TEMÁTICO ENSEJA REFLETIR DE FORMA INTEMPESTIVA E CONTRACULTURAL AS CONCEPÇÕES DE CORPO E DE GÊNERO NA ARTE CONTEMPORÂNEA, PORQUE SABE-SE QUE NÃO É POSSÍVEL FUGIR DO ANACRONISMO IRREVOGÁVEL DE SEU TEMPO, POIS AO DELATAR AS PREMISSAS DA SOCIEDADE E DA ARTE TRADICIONAIS ACABA, DE FORMA SINGULAR, SE REPORTANDO A ACEPÇÃO DE QUE O ARTISTA NA CONTEMPORANEIDADE PERCEBE E EXPERIMENTA, DIANTE DA LUZ, A OBSCURIDADE DA SUA VIDA E DA ARTE, BEM COMO PERMITE COMPREENDER QUE AS ARTES NA CONTEMPORANEIDADE NÃO IMPÕEM JUÍZOS DE VALOR SOBRE QUAIS SÃO OS CORPOS QUE DEVEM OU NÃO PARTICIPAR E ESTAR PRESENTE NO FAZER ARTÍSTICO, EVIDENCIANDO EM REMINISCÊNCIAS OS MOMENTOS QUE MODIFICAM PERENEMENTE O MODO CRÍTICO DE PENSAR E LIDAR COM E SOBRE A MARGINALIZAÇÃO DOS ARTISTAS, A SUBVERSÃO E TRANSGRESSÃO DOS ESTIGMAS IMPOSTOS A ESSES INDIVÍDUOS TANTO SOCIAL QUANTO CULTURAL E ARTISTICAMENTE, E SOBRETUDO A REFLEXÃO DE QUE QUALQUER ARTISTA PODE E É CAPAZ DE FAZER ARTE E RESSIGNIFICAR A EXISTÊNCIA NÃO SÓ DA SUA VIDA PESSOAL COMO DAQUELES QUE TEM ACESSO A SUAS OBRAS.

Coordenadores(as):
Nara Salles (UFRGS)
Maria Angélica Carneiro Costa Van Drunen (UFRPE)

PRETENDEMOS, NESTE EIXO TEMÁTICO, NOS DEBRUÇAR SOBRE O CORPO A PARTIR DA PSICOLOGIA À LUZ DA FENOMENOLOGIA EXISTENCIAL EM ARTICULAÇÃO COM MARCADORES SOCIAIS DA DIFERENÇA E DA DESIGUALDADE, EM ESPECIAL AS CONDIÇÕES DE GÊNERO, SEXUALIDADE, CLASSE SOCIAL, RAÇA, DEFICIÊNCIAS, REGIONALIDADE E CORPORALIDADES GORDAS. COMPREENDEMOS DISSIDÊNCIAS (DISSIDEO) ETIMOLOGICAMENTE COMO AQUILO QUE É MANTIDO AFASTADO, QUE ESTÁ SEPARADO. PARTIMOS, TAMBÉM, DO PRESSUPOSTO DE QUE O PENSAMENTO FENOMENOLÓGICO, QUANDO ARTICULADO À PSICOLOGIA, PODE PERMITIR A SUPERAÇÃO DE PARADIGMAS SOBRE O CONCEITO DE CORPO NA TRADIÇÃO OCIDENTAL, A SABER: A SUPERAÇÃO DE OLHARES DUALISTAS QUE DIVIDEM CORPO E MENTE; MATERIAL E PSÍQUICO; CARNE E ALMA. TAMBÉM DESTACAMOS A CONTRIBUIÇÃO DESTE PENSAMENTO SOBRE O CONCEITO DE IDENTIDADE: A COMPREENSÃO DE UM CORPO ENQUANTO EXISTÊNCIA QUE SE AFIRMA A PARTIR DA EXPERIÊNCIA COTIDIANA VIVIDA COLETIVAMENTE, CONSTRUINDO-SE HISTORICAMENTE. COM ISSO, BUSCAREMOS INDAGAR OS LUGARES TEÓRICOS ASSUMIDO PELO CORPO, EM ESPECIAL QUANDO DE SUA DESOBEDIÊNCIA ÀS CONFIGURAÇÕES ANATÔMICAS, SOCIAIS, CULTURAIS E COLONIAIS CONSIDERADAS “PADRÃO” OU “NORMAIS”. ESPERA-SE QUE OS TRABALHOS REFLITAM ACERCA DA TEMÁTICA DO CORPO EM INTERSECÇÃO COM OUTROS MARCADORES SOCIAIS, DIALOGANDO COM UMA PERSPECTIVA QUE PRIORIZA A EXPERIÊNCIA E O VIVER COTIDIANO. PROJETAM-SE DISCUSSÕES QUE TEMATIZEM DIFERENTES PERSPECTIVAS SOBRE O CORPO: CORPORALIDADES, CORPOREIDADES, CORPORAR, CORPAS, EM ALIANÇA COM SABERES DO CAMPO DA PSICOLOGIA OU DE ÁREAS AFINS, COMO ANTROPOLOGIA, CIÊNCIAS SOCIAIS E EDUCAÇÃO.

Coordenadores(as):
Felipe Luis Fachim (PUC-SP)
Jailton Bezerra Melo (USP)
Laiz Maria Silva Chohfi (UE/USP)

AS POSSÍVEIS INTERSECÇÕES ENTRE MATERNIDADE E VIOLÊNCIA DIRECIONAM O OLHAR PARA O CORPO ENQUANTO REGISTRO E EXPRESSÃO DE UMA COMPLEXA TESSITURA SOCIAL QUE ESTABELECE A CORPOREIDADE ENQUANTO MOTIVO SIMBÓLICO DE REPRESENTAÇÕES E IMAGINÁRIOS (LE BRETON, 2017, P. 7). RAÇA, GÊNERO, CLASSE SOCIAL E TERRITORIALIDADES RE-CONFIGURAM OS CORPOS, DITAM SEUS PAPÉIS E ESTABELECEM OS SENTIDOS DA MATERNIDADE COMPULSÓRIA A PARTIR DE RELAÇÕES CONSTITUÍDAS POR DIVERSAS VIOLÊNCIAS, SILENCIAMENTOS, INTERDIÇÕES À AUTODETERMINAÇÃO E IMPOSIÇÃO DE ESTEREÓTIPOS, TENDO COMO EXEMPLO O DO INSTINTO MATERNO E DO MODELO DE BOA MÃE, FIXANDO O IDEÁRIO DO SACRIFÍCIO E DA DOAÇÃO INCONDICIONAL COMO FUNÇÕES E DESTINO DO MATERNO. DA MESMA FORMA, DEVE-SE CONSIDERAR NO RECONHECIMENTO DAS VIOLÊNCIAS O ENQUADRAMENTO HEGEMÔNICO DO GESTAR E DO PARIR COMO INSTÂNCIA E SENTIDO ÚNICOS DO CORPO FEMININO, EXCLUINDO AS POSSIBILIDADES DE GESTAR, PARIR E “PATERNAR” PELOS CORPOS TRANS E REFUTANDO CONSEQUENTEMENTE ACEPÇÕES PARA “O GRÁVIDO”. EIS QUE TEMOS, NA LITERATURA, NAS PRÁTICAS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE E NAS EXPERIÊNCIAS DE VIDA – INDIVIDUAL, PROFISSIONAL OU DO COLETIVO ATIVISTA –, QUE INSPIRAM OU SE INSPIRAM NO LITERÁRIO, MÚLTIPLAS FORMAS DE SUBVERTER, DENUNCIAR OU SIMPLESMENTE EXPOR SOLIDARIAMENTE AS MARCAS INDELÉVEIS DA VIOLÊNCIA. A PROPOSTA DESTE EIXO CONTEMPLA ESTUDOS NAS ÁREAS DA LITERATURA, DA PSICOLOGIA, DA ENFERMAGEM E DA MEDICINA DENTRE OUTRAS QUE PROPÕEM DISCUTIR AS TRANSVERSALIDADES DOS TEMAS ANUNCIADOS. DA MESMA FORMA, O EIXO ACOLHERÁ TRABALHOS QUE ALCANCEM OUTROS TEMAS PERTINENTES PARA SE PENSAR CORPO, MATERNIDADE E OS MODELOS DE CUIDADO EM SAÚDE EM SUA RELAÇÃO COM PRODUÇÕES DE VIOLÊNCIA, TAIS COMO ABORTO, VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA, ESTUPRO; ESTUPRO MARITAL; MATERNIDADE INDESEJADA; ABANDONO DO RECÉM-NASCIDO OU DOS FILHOS PELA MÃE; INFANTICÍDIO; CONTROLE REPRODUTIVO, DENTRE OUTROS.

Coordenadores(as):
Kelley Baptista Duarte (FURG)
Cláudia Carneiro Peixoto (FURG)
Sondre Alberto Schneck (UFRGS)

ESTE EIXO TEMÁTICO PRETENDE COMPARTILHAR CONHECIMENTOS, SABERES E FAZERES SOBRE MEMÓRIAS, LUTAS E RESISTÊNCIAS INDIVIDUAIS E COLETIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL. MUITO JÁ SE AVANÇOU NO CAMPO DA EDUCAÇÃO INFANTIL, TANTO DO PONTO DE VISTA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS COMO DAS PESQUISAS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS. NO ENTANTO, MUITO SE TEM AINDA QUE AVANÇAR. AINDA ASSIM, NA PRÁTICA, MUITO SE TEM A AVANÇAR, EM ESPECIAL, QUANDO SE ENXERGA AS CRIANÇAS, DESDE BEBÊS, COMO SUJEITOS QUE TRAZEM EM SEUS CORPOS MARCAS DAS RELAÇÕES DE GÊNERO, DE SEXUALIDADE, ÉTNICO-RACIAIS, DE GERAÇÃO. QUANDO SE PENSA NA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL, PARA ALÉM DAS MÚLTIPLAS DIMENSÕES DA PRÁTICA PEDAGÓGICA, SÃO AS CONDIÇÕES DE TRABALHO DOCENTE, A FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA, AS REDES DE PROTEÇÃO À(S) INFÂNCIA(S), A GESTÃO TANTO DO TRABALHO EDUCATIVO E PEDAGÓGICO QUANTO DA GESTÃO DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL. TEMOS VIVIDO TEMPOS DE RETROCESSOS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO INFANTIL E DAS DIFERENÇAS. NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS, ESPECIALMENTE, TIVEMOS UM DESMONTE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS E DE CONQUISTAS DE MUITAS DÉCADAS. ALÉM DISSO, COM A PANDEMIA E O FECHAMENTO DAS INSTITUIÇÕES EDUCATIVAS, MUITOS SÃO - E SERÃO - OS IMPACTOS NA VIDA DAS CRIANÇAS E EM SEU RETORNO PRESENCIAL NO COTIDIANO EDUCATIVO. NO ENTANTO, AS RESISTÊNCIAS INDIVIDUAIS E COLETIVAS SEGUEM EM DIFERENTES MATIZES E PERSPECTIVAS EM DIVERSAS REALIDADES DE NOSSO PAÍS. ESSES SÃO OS DEBATES QUE ALMEJAMOS ALCANÇAR COM A PROPOSIÇÃO DESTE EIXO TEMÁTICO, NÃO PERDENDO DE VISTA AS RELAÇÕES ENTRE CORPO, GÊNERO E INFÂNCIA.

Coordenadores(as):
Carolina Faria Alvarenga (UFLA)
Eliane Vianey De Carvalho (UNILAVRAS)
Ila Maria Silva De Souza Mendes De Freitas (IFBA)

NO PRESENTE EIXO, PRETENDE-SE DISCORRER ACERCA DOS PROCESSOS DE SUPERAÇÃO DAS MULHERES QUE LUTARAM CONTRA A TOLERÂNCIA DE UMA SOCIEDADE PATRIARCAL MARCADA PELA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR, E QUE FORAM ÀS RUAS EM BUSCA DA IGUALDADE DE DIREITOS. MULHERES QUE, AO LONGO DOS TEMPOS, SOFRERAM AS MAIS DIVERSAS HUMILHAÇÕES, MAUS-TRATOS E TANTAS OUTRAS FORMAS DE VIOLÊNCIA, SOB AS MAIS VARIADAS JUSTIFICATIVAS. DE IGUAL FORMA, SERÃO ABORDADOS OS PERCEPTÍVEIS AVANÇOS CONQUISTADOS, RESULTADO DAS INÚMERAS REINVINDICAÇÕES, IMPULSIONADAS, PRINCIPALMENTE, PELO MOVIMENTO FEMINISTA DAS DÉCADAS DE 60 E 70 ATÉ O MOMENTO ATUAL. PARA ALÉM DOS ELEMENTOS HISTÓRICOS E DAS OBSERVAÇÕES ACERCA DO LUGAR SOCIAL OCUPADO PELAS MULHERES AO LONGO DOS TEMPOS, PRETENDE-SE PROPICIAR UM ESPAÇO PARA DISCUSSÃO ACERCA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS E DAS AÇÕES NOS MAIS DIVERSOS ESPAÇOS EDUCATIVOS SOBRE QUESTÕES ATINENTES À PROTEÇÃO E AO ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA AS MULHERES. PORTANTO, A PROPOSTA DESSE EIXO TEMÁTICO É CONSTRUIR ESPAÇOS DE DEBATE E COMPARTILHAMENTO DE PESQUISAS SOBRE O TEMA DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES, EM SUAS DIFERENTES MANIFESTAÇÕES, BUSCANDO UMA PERSPECTIVA INTERSECCIONAL COM AS QUESTÕES DE GÊNERO, SEXUALIDADE, RAÇA E CLASSE. A PROBLEMÁTICA DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES NECESSITA DE OLHARES MÚLTIPLOS, CIENTÍFICOS, POLÍTICOS, FILOSÓFICOS, HISTÓRICOS, JURÍDICOS E PEDAGÓGICOS, QUE BUSQUEM APROFUNDAR A DISCUSSÃO E ENCONTRAR CAMINHOS DE LUTA PELO ENFRENTAMENTO E MINIMIZAÇÃO DAS DIFERENTES SITUAÇÕES DE VIOLÊNCIA PELAS QUAIS PASSAM MULHERES EM SUAS DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS. ESSAS VIOLÊNCIAS SE MANIFESTAM POR DIFERENTES ATITUDES E ESTRATÉGIAS DE CONTROLE E DOMINAÇÃO E REPRESENTAM UMA VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS.

Coordenadores(as):
Luis Felipe Hatje (FURG)
Luciana Kornatzki

AS DISCUSSÕES SOBRE GÊNERO – CORPO – SEXUALIDADE - DIFERENÇA TÊM OCUPADO UMA CENTRALIDADE NAS ARENAS SOCIAIS E ESCOLARES, DESLOCANDO MÚLTIPLOS SABERES COMO TAMBÉM DISPUTAS EPISTEMOLÓGICAS QUE AFETAM, CONDICIONAM OU EXPANDEM A VISIBILIDADE E OS DIREITOS DAS PESSOAS DISSIDENTES DE SISTEMAS E NORMAS SOCIAIS COMO: O PATRIARCADO, A BRANQUITUDE, A CISHETEROGENERIDADE E O MASCULINISMO. CONSIDERANDO A HISTÓRIA DO BRASIL, O PREDOMÍNIO DA COLONIALIDADE DO SER, SABER, PODER, OS PROCESSOS DE RACIALIZAÇÃO E INFERIORIZAÇÃO DO GÊNERO E A CORRELAÇÃO DE FORÇAS SOCIAIS NA ATUALIDADE, O CONHECIMENTO CIENTÍFICO E O CONHECIMENTO BIOLÓGICO SÃO ACIONADOS ORA COMO DISCURSOS PRIVILEGIADOS PARA A MANUTENÇÃO DE LÓGICAS CONSERVADORAS E TOTALITÁRIAS, QUE ATACAM GRUPOS E PESSOAS SOCIALMENTE SUBALTERNIZADAS, ORA COMO POSSIBILIDADES QUE SE INTERCRUZAM AOS NOVOS ENTENDIMENTOS DE MILITÂNCIAS E ESTUDOS COMO OS FEMINISTAS, LGBTQIA+, NEGROS E DO SUL GLOBAL, REPOSICIONANDO AS INSTITUIÇÕES DE ENSINO E PESQUISA, A DOCÊNCIA E AS EDUC(AÇÕES) PARA A DEFESA DA DEMOCRACIA, DOS DIREITOS HUMANOS E SOCIAIS E DO RECONHECIMENTO DA ALTERIDADE COMO VICISSITUDE HUMANA. NESSE CAMPO DE TENSÕES, O ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA CONGREGA AS LUTAS, AS INSURGÊNCIAS, AS MEMÓRIAS E AS PRÁTICAS DE SUAS/SEUS PRATICANTES, ESPECIALMENTE AS ADENSADAS EM PESQUISAS E INTERVENÇÕES PEDAGÓGICAS QUE DESESTABILIZAM/QUEBRAM AS REITERAÇÕES DA NORMALIDADE. O PRESENTE EIXO TEMÁTICO PRETENDE CONGREGAR PESQUISAS, RELATOS DE EXPERIÊNCIAS E DEMAIS TRABALHOS QUE TEMATIZEM GÊNERO – CORPO – SEXUALIDADE – DIFERENÇA NO ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA. SERÃO ACEITAS PROPOSTAS QUE DISCUTAM: A) CORPOS E DISSIDÊNCIAS CORPORAIS NO ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA; B) REPRESENTAÇÕES OU ANÁLISES DE CURRÍCULO, MATERIAL DIDÁTICO, ARTEFATOS CULTURAIS OU POLÍTICAS EDUCACIONAIS ACERCA DE GÊNERO – CORPO – SEXUALIDADE – DIFERENÇA; C) DISPOSITIVOS TOTALITÁRIOS COMO “MOVIMENTO ESCOLA SEM PARTIDO”, O SINTAGMA “IDEOLOGIA DE GÊNERO”, “NEGACIONISMO CIENTÍFICO” NOS DEBATES GENERIFICADOS; D) DECOLONIALIDADES PRESENTES NO ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA ATRAVESSADAS POR QUESTÕES DE GÊNERO – CORPO – SEXUALIDADE – DIFERENÇA MEDIADAS PELOS CONHECIMENTOS DO SUL GLOBAL; F) DEMAIS ANÁLISES ENVOLVENDO GÊNERO E SEXUALIDADE NAS EDUC(AÇÕES) EM CIÊNCIAS E BIOLOGIA.

Coordenadores(as):
Fabiana Aparecida De Carvalho (UEM)
Adalberto Ferdnando Inocêncio (UEM)
Sandro Prado Santos (UFU)

ESTE EIXO REÚNE TRABALHOS QUE VERSAM SOBRE A EDUCAÇÃO EM SEXUALIDADE CONSIDERANDO OS DIFERENTES ASPECTOS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO: A INFÂNCIA, A JUVENTUDE, VIDA ADULTA E O ENVELHECIMENTO. OS TRABALHOS APRESENTADOS NESTE EIXO DEVEM CONTEMPLAR A TEMÁTICA DA EDUCAÇÃO EM SEXUALIDADE NO DESENVOLVIMENTO HUMANO E PODEM SER APRESENTADOS NA MODALIDADE DE ESTUDOS TEÓRICOS, COMO REVISÕES SISTEMÁTICAS DA LITERATURA, POR EXEMPLO, BEM COMO NA MODALIDADE DE PROPOSTAS OU REALIZAÇÕES PRÁTICAS NA ÁREA DA EDUCAÇÃO EM SEXUALIDADE. O EIXO PRETENDE REUNIR DIFERENTES EXPERIÊNCIAS DE ALUNOS, DOCENTES E PESQUISADORES DE MODO GERAL, INDEPENDENTEMENTE DA ABORDAGEM TEÓRICA ADOTADA, DE MODO A APROFUNDAR O QUE É CONVERGENTE NAS PRATICAS E INTENÇÕES NESSE FÉRTIL CAMPO.

Coordenadores(as):
Ana Claudia Bortolozzi (UNESP)
Raquel Baptista Spaziani (UNIFESP)
Teresa Vilaça (UMINHO/PT)

EMBORA TENHAM DESENVOLVIDO ANÁLISES CADA VEZ MAIS SOFISTICADAS SOBRE A COMPLEXA DINÂMICA DAS DISSIDÊNCIAS SEXUAIS, OS ESTUDOS DE GÊNERO E QUEER RARAMENTE DEDICAM A MESMA ATENÇÃO À HETEROSSEXUALIDADE, O QUE ACABA REFORÇANDO A ILUSÃO DE ESTABILIDADE, HOMOGENEIDADE E UNIVERSALIDADE QUE JÁ É NORMALMENTE CONFERIDA A ESSA CATEGORIA. NESTE EIXO TEMÁTICO, SEGUINDO UMA TENDÊNCIA EXPLORADA NOS ESTUDOS DA MASCULINIDADE E BRANQUITUDE, PROPOMOS REORIENTAR OS ESTUDOS DE GÊNERO E QUEER, DESLOCANDO SEU FOCO DAS CATEGORIAS MINORITÁRIAS À CATEGORIA DOMINANTE. O OBJETIVO GERAL É SITUAR A HETEROSSEXUALIDADE COMO UMA IDENTIDADE SOCIALMENTE CONSTRUÍDA, DISPUTADA, NEGOCIADA E CORPORIFICADA, INVESTIGAR SUAS PEDAGOGIAS, EXPLORAR SUA INSTABILIDADE E VARIABILIDADE NO TEMPO, NO ESPAÇO E NA INTERSECÇÃO COM OUTROS MARCADORES SOCIAIS, ANALISAR OS INTERESSES ESPECÍFICOS QUE A SUSTENTAM COMO NORMA SOCIAL, EXAMINAR OS PRIVILÉGIOS E VULNERABILIDADES DECORRENTES DE SUA COMPULSORIEDADE, SUAS APROXIMAÇÕES E DIFERENÇAS COM O CONCEITO DE CISGENERIDADE E DEBATER AS ESTRATÉGIAS UTILIZADAS REITERADAMENTE PARA MANTER-SE COMO UMA CATEGORIA NÃO-MARCADA, INVISÍVEL, NÃO-RECONHECIDA, UNIVERSAL E NATURAL. TAMBÉM RECEBEREMOS TRABALHOS DEDICADOS A EXPLORAR A DIMENSÃO ESPECIFICAMENTE “SEXUAL” DA HETEROSSEXUALIDADE, SEJA DISCUTINDO A RELAÇÃO ENTRE EROTISMO, PODER E (IN)DIFERENÇA SEXUAL, OU PESQUISANDO AS DINÂMICAS DE SIGNIFICAÇÃO QUE PERMITEM OU NÃO QUE DETERMINADAS PRÁTICAS SEXUAIS SEJAM CLASSIFICADAS COMO “HETEROSSEXUAIS”. SÃO BEM-VINDOS TRABALHOS DE TODAS AS DISCIPLINAS DAS CIÊNCIAS SOCIAIS, HUMANAS E DAS ARTES, DESDE QUE BUSQUEM ANALISAR CRITICAMENTE A HETEROSSEXUALIDADE COMO IDENTIDADE E INSTITUIÇÃO.

Coordenadores(as):
Daniel Boianovsky Kveller (UFRGS)
Bruno Reis Lima (UERJ)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

ESTE EIXO TEMÁTICO PRETENDE PROBLEMATIZAR, CRITICAMENTE, A PLURALIDADE DE EXPRESSÕES DE GÊNEROS E SEXUALIDADES EXPERIMENTADAS NO ESPAÇO DA ESCOLA, POR ENTENDERMOS QUE NESSE ESPAÇO COMPLEXO E CONTRADITÓRIO (RE)PRODUZEM-SE FEMINILIDADES E MASCULINIDADES HEGEMÔNICAS E NÃO-HEGEMÔNICAS; ARTICULAM-SE CORPOREIDADES QUE (RES)SIGNIFICAM INTERDITOS, FORÇAS DISCIPLINARES, SISTEMAS DE CONTROLES (SOBRE OS DESEJOS, AS ESTÉTICAS, AS FORMAS DE PENSAMENTOS); (RE)FORÇAM-SE E CRITICAM-SE PAPÉIS SOCIAIS ENGENDRADOS NUM/COM UM SISTEMA CAPITALÍSTICO QUE É, AO MESMO TEMPO, RACISTA E CLASSISTA. ASSIM, ESPERAMOS ACOLHER TRABALHOS QUE PARTILHEM VIVÊNCIAS ARTÍSTICAS, DEBATES, OFICINAS, CURSOS, AULAS, PROJETOS, PESQUISAS E PROGRAMAS DE FORMAÇÃO DOCENTE, EVENTOS EXPERIMENTADOS NA ESCOLA COM O INTUITO DE CONTRIBUIRMOS PARA (DES)CONSTRUÇÕES DE PERCURSOS E (RE)INVENÇÕES DE CAMINHOS SENSÍVEIS AO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM.

Coordenadores(as):
Jo A-Mi (UNILAB)
Rosângela Duarte Pimenta (UVA)

PARTINDO DO PRESSUPOSTO DE QUE A ARTE E A GEOGRAFIA MANIFESTAM A POSSIBILIDADE DE SE CONSTITUÍREM EM EXPERIMENTAÇÕES QUE ULTRAPASSAM OS LIMITES DO SENSO ACADÊMICO FORMALMENTE ESTABELECIDO E SÃO CAMPOS PROPÍCIOS À PRODUÇÃO DE DIÁLOGOS PLURAIS, O EIXO TEMÁTICO “FORMAS DE VIVER E DESEJAR NA ARTE E NA GEOGRAFIA: PERSPECTIVAS PARA PENSAR CORPO, GÊNERO E SEXUALIDADE” SE APRESENTA COMO UMA PROPOSTA TRANSDISCIPLINAR SOBRE AS DIFERENTES MANEIRAS DE ABORDAR ESSAS QUESTÕES. PRETENDE-SE DEBATER PESQUISAS QUE PROBLEMATIZAM AS CONTRIBUIÇÕES DOS ESTUDOS SOBRE CORPO, GÊNERO E SEXUALIDADE, EM SEUS ASPECTOS POLÍTICO E AFETIVO. ACOLHE-SE PESQUISAS QUE ABORDAM AS EMOÇÕES NOS PROCESSOS DE TRANSFORMAÇÃO ESPACIAL; REFLEXÕES SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE CORPO E LUGAR, CORPO E ESPAÇO PÚBLICO E CORPO E ESPAÇO PRIVADO; RELAÇÕES ENTRE A CRIAÇÃO EM ARTE E A CONFORMAÇÃO DOS ESPAÇOS; EPISTEMOLOGIAS DESOBEDIENTES; NARRATIVAS DE SI; DISPOSITIVOS DE MEMÓRIA, COLEÇÃO E ARQUIVO; ANÁLISE DE FONTES ESCRITAS, VISUAIS E SONORAS EM SUA CAPACIDADE DE TESTEMUNHAR ASPECTOS SIMBÓLICOS DE HISTÓRIAS DE VIDA; FLUXOS E URBANIDADES CONTEMPORÂNEAS; PRÁTICAS CARTOGRÁFICAS; VIVÊNCIAS ESPACIAIS NO/DO COTIDIANO REALIZADAS A PARTIR DE DISTINTAS PERSPECTIVAS DE CORPO, GÊNERO E SEXUALIDADE.

Coordenadores(as):
Ana Zeferina Ferreira Maio (FURG)
Andrea Maio Ortigara (UFPel)

A PROPOSTA DESTE EIXO TEMÁTICO OBJETIVA CONSTITUIR UM ESPAÇO DE DEBATE E INTERLOCUÇÕES ENTRE ESTUDOS, TRABALHOS E PESQUISAS QUE INTERSECIONEM GÊNERO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE DOCENTES – FORMAÇÃO, PROFISSÃO, VALORIZAÇÃO, NARRATIVAS DE SI/NÓS EM ESPAÇOS EDUCATIVOS. DESSA MANEIRA, PRETENDE-SE, A PARTIR DOS TRABALHOS PROBLEMATIZAR A FORMAÇÃO E O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DOCENTE A PARTIR DA PERSPECTIVA DE GÊNERO E DAR VISIBILIDADE A PROPOSIÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS E DE INTERVENÇÕES QUE SITUAM A DOCÊNCIA E O GÊNERO COMO ESPAÇOS DE DISPUTAS NO TEMPO PRESENTE ASSOCIANDO AO PASSADO CONSTRUÍDO NAS MATRIZES PATRIACARLIZADAS DE PAÍSES COLONIZADOS COMO O NOSSO. NOTA-SE QUE A CONSTRUÇÃO DO MAGISTÉRIO E TODA SUA TEORIA SOBRE FORMAR E PROFISSIONALIZAR PROFESSORAS E PROFESSORES ESTÁ SUSTENTADA NUMA HISTÓRIA DE FEMINIZAÇÃO DESSE MAGISTÉRIO (PARA ALGUNS NÍVEIS E ÁREAS) E QUE ANUNCIA PROCESSOS DE IDENTIDADES, (DES)VALORIZAÇÃO, (NÃO)RECONHECIMENTO, TEORIZAÇÕES SOBRE O QUE É SER PROFESSORA-PROFESSOR A PARTIR DE TAL REFERENCIAL. PROBLEMATIZAR AS CONDIÇÕES DO FORMAR/FORMAR-SE, AS CONDIÇÕES DE TRABALHO E RECONHECIMENTO SOCIAL DA PROFISSÃO REQUER NECESSARIAMENTE RECONHECER QUE A HISTÓRIA DO MAGISTÉRIO É UMA HISTÓRIA DE VIDA DE HOMENS, MAS, ESPECIALMENTE DE MULHERES E SUA RELAÇÃO COM O MUNDO DO TRABALHO, DE CLASSE E DE GÊNERO. DESSE MODO A IDEIA DE FEMINIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO É ARTICULADA À DESQUALIFICAÇÃO E PRECARIZAÇÃO PROFISSIONAL, QUE NOS MOVIMENTA PARA NARRAR TAL HISTÓRIA DANDO SENTIDO CADA VEZ MAIS AOS ESTUDOS FEMINISTAS E DE GÊNERO E PÓS-ESTRUTURALISTAS, SUSCITANDO ASSIM OLHARES DIVERSOS E PROPOSITIVOS QUE VISEM SUPERAÇÕES E CONSTRUÇÃO DE NOVOS ALICERCES PARA PENSAR FORMAÇÃO, TRABALHO E IDENTIDADES DOCENTES QUE PROVOQUEM MUDANÇAS PARA GERAÇÕES FUTURAS NA/DA/PARA A DOCÊNCIA E SEU DESENVOLVIMENTO DE PROFISSIONAL NA ATUAÇÃO DE HOMENS E MULHERES NA ESCOLA E NA FORMAÇÃO DE SERES HUMANOS.

Coordenadores(as):
Talamira Taita Rodrigues Brito (UESB)
Claudiene Santos (UCM)

DE NATUREZA INTERDISCIPLINAR, COM CENTRALIDADE NA FORMAÇÃO DOCENTE E NOS ESTUDOS FEMINISTAS, O SIMPÓSIO INTITULADO GÊNERO, RAÇA, ETNIA E SEXUALIDADE NA FORMAÇÃO DOCENTE VISA PROBLEMATIZAR OS DISCURSOS QUE CIRCULAM NA SOCIEDADE EM RELAÇÃO A ESSAS CATEGORIAS, SOBRETUDO NOS ESPAÇOS DE EDUCAÇÃO NÃO ESCOLAR E EM DIFERENTES PRÁTICAS SOCIAIS. ESTA PROBLEMATIZAÇÃO PARTE DO PRESSUPOSTO DA ÊNFASE NOS DISCURSOS ESTÉTICOS E DOS CORPOS, DESTACANDO NESSAS TEXTUALIDADES AS QUESTÕES FEMINISTAS COM ABORDAGEM INTERSECCIONAL. BUSCA AINDA, REFLETIR SOBRE AS VIVÊNCIAS DE SUJEITAS/OS SOCIALMENTE VULNERÁVEIS A PARTIR DA PERSPECTIVA DA CULTURA, DA SAÚDE E DOS DIREITOS HUMANOS, COM VISTAS À FORMULAÇÃO DE PEDAGOGIAS FEMINISTAS DECOLONIAIS, PRODUZINDO EPISTEMOLOGIAS QUE POSSAM GERAR PRODUÇÕES DE CONHECIMENTOS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS E LIBERTÁRIAS. ALÉM DISSO, A DISCUSSÃO PROPOSTA SE INTERESSA TAMBÉM PELAS ESCRITAS DE SI E PELOS CORPOS, PRÁTICAS E EXPERIÊNCIAS DE RESISTÊNCIA FRENTE AOS ATAQUES DESFERIDOS CONTRA A DOCÊNCIA, NESSES TEMPOS SOMBRIOS QUE ESTAMOS VIVENDO. OS EFEITOS DE PODER DE PROJETOS COMO O ESCOLA SEM PARTIDO E DE FALÁCIAS COM AS DA IDEOLOGIA DE GÊNERO NA DOCÊNCIA JÁ SE FAZEM SENTIR EM DIVERSOS ESPAÇOS. A EDUCAÇÃO TAMBÉM É UM ATO POLÍTICO. A PARTIR DISSO, NOS INTERESSAMOS TAMBÉM PELAS NARRATIVAS DE FORMAÇÃO DOCENTE ENTRELAÇADAS COM AS DOS MOVIMENTOS SOCIAIS FEMINISTAS, DE LÉSBICAS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS, DE MULHERES NEGRAS, DO CAMPO E INDÍGENAS, ALÉM DE OUTRAS CONFIGURAÇÕES POSSÍVEIS DE ARTICULAÇÃO DE MOVIMENTOS SOCIAIS POR DIREITOS.

Coordenadores(as):
Claudia Pons Cardoso (UNEB)
Dayana Brunetto Carlin Dos Santos (UFPR)
Zuleide Paiva Da Silva (UNEB )

PENSANDO EM GÊNERO COMO CONSTITUINTE DAS IDENTIDADES DOS SUJEITOS QUE ESTÃO CONTINUAMENTE SE TRANSFORMANDO, PODEMOS AFIRMAR QUE PRÁTICAS E INSTITUIÇÕES "FABRICAM" OS SUJEITOS, POIS AS RELAÇÕES ENTRE HOMENS E MULHERES, OS DISCURSOS E AS REPRESENTAÇÕES DESSAS RELAÇÕES TAMBÉM ESTÃO EM CONSTANTE MUDANÇA. AO MESMO TEMPO, OLHANDO PARA O CAMPO RELIGIOSO COMO PRÁTICA E INSTITUIÇÃO, E QUE AS RELIGIÕES, EM GERAL, SÃO UM CAMPO DE INVESTIMENTO MASCULINO COM DISCURSOS E PRÁTICAS MARCADOS POR ESSA DOMINAÇÃO, É SALUTAR DEBATER AS INTERLOCUÇÕES QUE ESSAS DUAS ÁREAS SUSCITAM. POR UM LADO, OBSERVAMOS A PRODUÇÃO DO QUE É SAGRADO NAS DIVERSAS SOCIEDADES E AS DEFINIÇÕES DE NORMAS, REGRAS E DOUTRINAS, HISTORICAMENTE DOMINADAS PELOS HOMENS, E DO OUTRO, A CONSTRUÇÃO DA VISÃO DO FEMININO E COMO ISSO INCIDE NO PENSAR, NO AGIR, NO SENTIR E NO FAZER DAS MULHERES NO MUNDO TODO. ALÉM DISSO, NENHUMA IDENTIDADE SEXUAL EXISTE SEM NEGOCIAÇÃO OU CONSTRUÇÃO. AS POSSIBILIDADES DA SEXUALIDADE — DAS FORMAS DE EXPRESSAR OS DESEJOS E PRAZERES — SÃO SEMPRE SOCIALMENTE ESTABELECIDAS E CODIFICADAS. DESSE MODO, ESSE EIXO TEMÁTICO PRETENDE AGREGAR TRABALHOS DE PESQUISAS CONCLUÍDAS OU EM ANDAMENTO ACERCA DE ASSUNTOS RELACIONADOS A GÊNERO, SEXUALIDADE E RELIGIÃO PODENDO AGREGAR SOBRE: AS DEUSAS PRIMITIVAS; MATRIARCADO E MATRILINEARIDADE; HISTÓRIA DAS MULHERES E QUESTÕES RELIGIOSAS; DESVALORIZAÇÃO DA MULHER NAS RELIGIÕES MONOTEÍSTAS; GÊNERO E RELIGIÃO COMO DIMENSÕES SOCIAIS; PROCESSOS EDUCATIVOS E AS CONSTRUÇÕES DO FEMININO NO COTIDIANO; SEXUALIDADE E RELIGIÃO; A HOMOSSEXUALIDADE E AS RELIGIÕES; ENTRE OUTROS TEMAS. O OBJETIVO GERAL É OPORTUNIZAR ÀS/AOS PARTICIPANTES ESPAÇO PARA DIVULGAÇÃO DE SUAS PESQUISAS, ALÉM DE REFLEXÕES E DEBATES CRÍTICOS SOBRE GÊNERO, SEXUALIDADE E RELIGIÃO, COMO DIMENSÕES SOCIAIS QUE INSTITUEM IDENTIDADES, ARTICULANDO COM PROCESSOS EDUCATIVOS, COM AS SENSIBILIDADES E COM O COTIDIANO DAS MULHERES. A PROPOSTA VISA DISCUTIR AS RELAÇÕES DE GÊNERO, SEXUALIDADE, RELIGIÃO E SUAS REPRESENTAÇÕES, ASSIM COMO OS DEMAIS CONTEÚDOS, VIA VIDEOCONFERÊNCIA ORGANIZADA PELO EVENTO.

Coordenadores(as):
Rita Cristiana Barbosa (UFPB)
Joyce De Matosa Barbosa (UFAL)
Thaïs De Matos Barbosa (UFPB)

ESTE SIMPÓSIO TEM COMO OBJETIVO OPORTUNIZAR ESPAÇOS DE DISCUSSÕES E REFLEXÕES SOBRE AS TENSÕES E AS DISPUTAS EM TORNO DAS QUESTÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADE, NO ESPAÇO ESCOLAR, EXPRESSAS DE FORMA MAIS CONTUNDENTE NOS ÚLTIMOS ANOS EM VIRTUDE DA INTENSIFICAÇÃO DOS ATAQUES DE GRUPOS CONSERVADORES, ESPECIALMENTE, AQUELES LIGADOS AO MOVIMENTO ESCOLA SEM PARTIDO. AS POLÍTICAS PÚBLICAS IDENTITÁRIAS DESENVOLVIDAS, SOBRETUDO, NAS DÉCADAS DE 2000 E 2010, VISANDO À CONSTRUÇÃO DE UM AMBIENTE ESCOLAR MAIS PROPÍCIO AO RECONHECIMENTO DA DIVERSIDADE TÊM SIDO AMEAÇADAS POR DISCURSOS REACIONÁRIOS QUE INSISTENTEMENTE DESLEGITIMAM E DESAUTORIZAM A ESCOLA EM CONSTRUIR AÇÕES EM PROL DOS GRUPOS MINORITÁRIOS, MORMENTE O GRUPO LGBTTI+, E DEFENDEM QUE AS DISCUSSÕES SOBRE GÊNERO E SEXUALIDADE ESTEJAM LIMITADAS AS CONVICÇÕES DOS FAMILIARES, AUMENTO A VULNERABILIDADE DESSES GRUPOS QUE COTIDIANAMENTE VIVENCIAM O PROCESSO DE MARGINALIZAÇÃO E VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS. DESSA MANEIRA, PRETENDE-SE, COM ESSE SIMPÓSIO, TAMBÉM PROBLEMATIZAR COMO A INSTITUIÇÃO ESCOLAR TEM PARTICIPADO NA PRODUÇÃO DE POSIÇÕES-DE-SUJEITO, ESPECIALMENTE QUANDO ESTES ESCAPAM AOS PADRÕES NORMATIVOS DE GÊNERO E SEXUALIDADE. TAMBÉM INTENCIONAMOS EM DIALOGAR COM TRABALHOS QUE TRAGAM À TONA AS FALAS DESSES SUJEITOS CONSIDERADOS DESVIANTES E ANORMAIS E COMO A SUA VIVÊNCIA NA ESCOLA TEM SIDO AFETADA PELOS DISCURSOS DE ÓDIO. ATRELADO A ISSO NOS INTERESSAMOS EM DEBATER DE QUE FORMA ESSAS PRODUÇÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADE INTERSECCIONADAS COM QUESTÕES DE CLASSE, RAÇA, REGIONALIDADE, RELIGIOSIDADE E GERAÇÃO INTENSIFICAM OS PROCESSOS DE SUBALTERNIZAÇÃO DE SUJEITOS JÁ POSTOS ÀS MARGENS. POR OUTRO LADO, TAMBÉM OLHAMOS PARA A ESCOLA A FIM DE PARTILHAR TRABALHOS QUE DESTAQUEM AS FORMAS DE RESISTÊNCIA A ESSE MOVIMENTO CONSERVADOR E, MUITAS VEZES, FUNDAMENTALISTA E, ASSIM, APONTANDO ESCAPES E FUGAS MESMO DIANTE DAS MORDAÇAS CONTEMPORÂNEAS. DESTACAMOS QUE A NOSSA PROPOSTA VISA PENSARMOS O CURRÍCULO ESCOLAR A PARTIR DE UMA “PEDAGOGIA DA DIFERENÇA”, OU SEJA, PROBLEMATIZARMOS A AFIRMAÇÃO E O RESPEITO À DIFERENÇA NA ESCOLA. ACREDITAMOS QUE AO DESCONSTRUIR ALGUMAS METANARRATIVAS PRESENTES NA ESCOLA SOBRE OS CORPOS, OS GÊNEROS E AS SEXUALIDADES TEMOS A POSSIBILIDADE DE CONSTRUIR UMA AGENDA QUE BUSQUE DISCUTIR AS TEMÁTICAS DE DIVERSIDADE SEXUAL, GÊNERO, SEXISMO, HOMOFOBIA ENTRE TANTAS OUTRAS QUE NÃO SÃO ENTENDIDAS COMO PARTE DO CURRÍCULO ESCOLAR.

Coordenadores(as):
Elenita Pinheiro De Queiroz Silva (UFU)
Marcos Lopes De Souza (UESB)
Paula Regina Costa Ribeiro (FURG)

NOS ÚLTIMOS ANOS, SÃO MUITAS AS DISPUTAS E TENSIONAMENTOS ENVOLVENDO O COMPROMISSO DA ESCOLA E DOS MATERIAIS QUE NELA CIRCULAM EM ABORDAR (OU NÃO) QUESTÕES RELACIONADAS A GÊNEROS E SEXUALIDADES. EM DEFESA DA IMPORTÂNCIA DESSAS QUESTÕES SEREM TRATADAS NO ÂMBITO DA ESCOLA, PROPOMOS ESSE SIMPÓSIO TEMÁTICO (ST) COM O OBJETIVO DE OPORTUNIZAR ESPAÇOS DE DISCUSSÕES DE INVESTIGAÇÕES ACERCA DAS TENSÕES, DISPUTAS E ESTRATÉGIAS DE RESISTÊNCIAS ÀS QUESTÕES DE GÊNEROS E SEXUALIDADES QUE ATRAVESSAM A ESCOLA. INTENCIONAMOS QUE ESSE ST SEJA UM ESPAÇO DE SOCIALIZAÇÃO DE ESTUDOS TEÓRICOS E EMPÍRICOS, DE DIFERENTES CAMPOS DISCIPLINARES, QUE ARTICULEM AS DISCUSSÕES DE GÊNEROS E SEXUALIDADES À EDUCAÇÃO ESCOLAR, COLOCANDO EM FOCO OS MATERIAIS (PARA)DIDÁTICOS E A ATUAÇÃO DOCENTE.

Coordenadores(as):
Luciana Aparecida Siqueira Silva (UFU)
Alessandra Pavolin Pissolati Ferreira (UFU)
Lourdes Maria Campos Corrêa

ESTE EIXO TEM COMO OBJETIVO OPORTUNIZAR ESPAÇOS DE DISCUSSÕES E REFLEXÕES ACERCA DA CONSTITUIÇÃO DAS INFÂNCIAS E DOS CORPOS INFANTIS EM SEUS ATRAVESSAMENTOS PELAS QUESTÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADE NOS TEMPOS ATUAIS. NOSSOS ESTUDOS ESTÃO FUNDAMENTADOS NA VERTENTE PÓS-ESTRUTURALISTA, SENDO ASSIM, ENTENDEMOS TANTO AS INFÂNCIAS, QUANTO OS GÊNEROS E AS SEXUALIDADES COMO CONSTRUÇÕES CULTURAIS, SOCIAIS, HISTÓRICAS E POLÍTICAS, QUE PRODUZEM NOSSOS MODOS DE VIDA. CABE DESTACAR QUE NESTE EIXO TEMÁTICO NOSSA PROPOSTA É DEBATER COMO COTIDIANAMENTE OS GÊNEROS E AS SEXUALIDADES VEM ATRAVESSANDO E PRODUZINDO CORPOS INFANTIS EM DIFERENTES ESPAÇOS EDUCATIVOS, EM MEIO A PEDAGOGIAS CULTURAIS QUE SE SUSTENTAM POR JOGOS DE PODER-SABER, INSTAURANDO MODOS DE SER E VIVER A INFÂNCIA NA CONTEMPORANEIDADE. ENTENDEMOS A INFÂNCIA COMO UMA POPULAÇÃO QUE HISTORICAMENTE É ALVO DE CONTROLE E CONDUTA, DESSA FORMA, OS SABERES PRODUZIDOS SOBRE ELA BUSCAM CAPTURAR E PRODUZIR MODOS DE SER CRIANÇA PAUTADOS EM UM IDEAL UNIVERSAL, MARCADO PELA INOCÊNCIA E INGENUIDADE, INSTITUINDO ASSIM UM JOGO DE PERMISSÃO/PROIBIÇÃO DO QUE DEVE SER DISCUTIDO POR ESSA POPULAÇÃO. ESSE ENTENDIMENTO DA CRIANÇA INOCENTE, ASSEXUADA E QUE DEVE ASSIM SER PRESERVADA TROUXE A IDEIA DE QUE GÊNERO E SEXUALIDADE NÃO SÃO ASSUNTOS A SEREM DEBATIDOS ENTRE E COM AS CRIANÇAS. É NA CONTRAMÃO DESSE ENTENDIMENTO E AMPLIANDO A IDEIA DE QUE GÊNERO E SEXUALIDADE ESTÃO PARA ALÉM DE MARCAS INSCRITAS NOS CORPOS INFANTIS, MAS QUE COMPÕEM AS FORMAS COMO PENSAMOS AS NOSSAS RELAÇÕES COM O MUNDO É QUE PROPOMOS UMA DISCUSSÃO QUE ABRA BRECHAS PARA PROBLEMATIZAR NOSSOS MODOS DE VIDA DESDE A INFÂNCIA.

Coordenadores(as):
Gisele Ruiz Silva (URG)
Juliana Lapa Rizza (FURG)
Vilma Nonato De Bricio (UFPA)

ACOLHEREMOS TEXTOS QUE DIVULGUEM INVESTIGAÇÕES QUE APRESENTEM MEMÓRIAS DE HOMENS DOCENTES, PESQUISADORES, FEMINISTAS. AUTONARRATIVAS PESSOAIS, OU PESQUISAS BIBLIOGRÁFICAS OU DOCUMENTAIS SÃO BEM VINDAS, OUTRAS TIPOLOGIAS TAMBÉM. A MEMÓRIA NÃO ESTÁ REGISTRADA SOMENTE NOS CANÔNES SAGRADAS DAS LITERATURAS CIENTÍFICAS E BIBLIOGRÁFICAS. POR ISSO, NOVOS OLHARES SOBRE AS EXPERIÊNCIAS SÃO CAPAZES DE NOS AJUDAR A COMPREENDER OS PROCESSOS DE DESENVOLVIMENTO DE IDENTIDADES, SUBJETIVIDADES, PESSOAS ASSUJEITADAS AO CAPITAL, AO CONSUMISMO, AO BINARISMO. EXPERIÊNCIAS DOCENTES DE PROFESSORES HOMENS (CIS, TRANS, QUEER..) SEJAM ELAS DE QUANDO ERAM CRIANÇAS, ADOLESCENTES, ADULTOS, OU ATÉ MESMO NA FORMAÇÃO DOCENTE; OU MESMO SUAS EXPERIÊNCIS DOCENTES COMO REGENTES EM SALAS DE AULAS E OUTROS ESPAÇOS FORMATIVOS. RECORREMOS AO CONCEITO DE EDUCAÇÃO NO CURSO DA VIDA, OU AO LONGO DA VIDA, COMO FERRAMENTA TEÓRICO-METODOLÓGICA; PORÉM INCENTIVAMOS OUTRAS ABORDAGENS QUE QUEIRAM AQUI DEBATER ESSES FENÔMENOS DAS MASCULINIDADES QUE FORAM LEVADAS ÀS CONCEPÇÕES DE GÊNERO NO PRÓPRIO MOVIMENTO FEMINISTA. ENTÃO, CONHECER EXPERIÊNCIAS, VIDAS, MESMO QUE PRECÁRIAS, OU ATÉ MESMO GLORIOSAS, PODE FAVORECER A COMPREENSÃO DE REDES DA VIDA, SUAS INTERRELAÇÕES NÃO SOMENTE A NÍVEL SOCIAL, MAS TAMBÉM ECOLÓGICO, MENTAL, SIMBÓLICO, TRANS-ESPÉCIES… ENFIM, COMPREENDER QUE A VIDA É PROCESSO, E QUE ESSE PROCESSO É PERPASSADO POR TECNOLOGIAS DA CONSTRUÇÃO DO “EU” MASCULINIZADO. E SEUS REFLEXOS NO PROCESSO EDUCATIVO FORMAL E/OU POR PEDAGOGIAS CULTURAIS.

Coordenadores(as):
Marcos Felipe Gonçalves Maia (UFPB/UFT)
Marcos Paulo De Oliveira Sobral (UFPB)
Maria Eulina Pessoa De Carvalho (UFPB)

O EIXO TEMÁTICO ORA PROPOSTO, IDENTIDADES E (NÃO)REPRESENTATIVIDADES DE LGBTQIA+ NA LITERATURA, NO CINEMA, NA MÚSICA E NA TV DO BRASIL, CABEM TRABALHOS DE PESQUISA QUE APRESENTEM E DEBATAM IMAGENS E DISCURSOS IDENTITÁRIOS E REPRESENTACIONAIS DE LGBTQIA+ PRESENTES OU SILENCIADOS NO PERCURSO HISTÓRICO. TRATAR-SE-Á DE PESQUISAS NO ÂMBITO DOS ESTUDOS CULTURAIS, DA RETÓRICA, DA ANÁLISE DE DISCURSO E ÁREAS AFINS, ENVOLVENDO ARTE E CULTURA, A FIM DE PROPICIAR REFLEXÕES SOBRE SEXUALIDADES E GÊNEROS DISSIDENTES. IMPLICA DIZER QUE O OBJETIVO PRECÍPUO DESTE ET É ANALISAR PRESENÇA OU AUSÊNCIA DE DISCURSOS CONTRA HEGEMÔNICOS, ISTO É, TRANSGRESSORES DA HETERONORMATIVIDADE NOS SABERES E PODERES ESTÉTICOS COMO EXPRESSÃO DE SUBJETIVIDADES E CORPOS. EM RESUMO, INTERESSA QUESTIONAR E DISCUTIR A (NÃO)RELAÇÃO DA PRODUÇÃO ARTÍSTICA E COMUNICACIONAL NO BRASIL COM AS IDENTIDADES INTERSECCIONAIS, FLUIDAS E MÚLTIPLAS DE LGBTQIA+. POR FIM, VALE DESTACAR QUE A LITERATURA, O CINEMA, A MÚSICA E A TV REFLETEM O CENÁRIO SOCIAL, POLÍTICO E CULTURAL, EM CONSONÂNCIA COM O QUE SE CONVENCIONA NOMEAR COMO CONDIÇÕES DE PRODUÇÃO DE DISCURSOS. ASSIM É QUE ESSAS MÍDIAS E TODA UMA INDÚSTRIA CULTURAL VEICULAM, NOTADAMENTE, DISCURSOS CONTROVERSOS EM SE TRATANDO DE ETHOSLGBTQIA+.

Coordenadores(as):
Elza Ferreira Santos (IFS)
Gilvan Da Costa Santana (IFS)

TRATA-SE DE UM EIXO TEMÁTICO CUJO OBJETIVO É PERSCRUTAR EXPERIÊNCIAS PEDAGÓGICAS, ESTÉTICAS, LÚDICAS E FORMATIVAS COM CRIANÇAS NA/DA EDUCAÇÃO INFANTIL CONSTITUÍDAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID 19, QUE PRODUZIRAM PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO (NORMALIZADORES E LIBERTÁRIOS) EM TORNO DAS IDENTIDADES/DIFERENÇAS. NESSA DIREÇÃO, BUSCAMOS AGREGAR ESTUDOS CIENTÍFICOS QUE ABORDEM OS DESAFIOS, DILEMAS E (IN) VIABILIDADES DOS PROCESSOS, ARTEFATOS E DISPOSITIVOS EDUCATIVOS UTILIZADOS DIANTE DAS INCERTEZAS INERENTES AO CENÁRIO ATUAL. DE FATO, A CRISE SANITÁRIA QUE ASSOLOU A REALIDADE BRASILEIRA E MUNDIAL IMPINGIU CONDIÇÕES ADVERSAS AO TRABALHO DE PROFESSORAS E PROFESSORES, EM ESPECIAL, NO QUE QUE SE REFERE À EDUCAÇÃO DOS/AS PEQUENAS/OS. POR EFEITO, A REINVENÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE ENSINO, A INEVITABILIDADE DAS PLATAFORMAS VIRTUAIS, AS OUTRAS FORMAS DE INTERAGIR COM AS FAMÍLIAS, OU MESMO A UTILIZAÇÃO/CONSTRUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS DIVERSIFICADOS, TORNARAM-SE NECESSÁRIOS À ATUAÇÃO DOCENTE. A EXPECTATIVA COM ESSA PROPOSITURA É PODERMOS DIALOGAR COM PRODUÇÕES ACADÊMICAS (CONCLUÍDAS OU EM ANDAMENTO) QUE TRAGAM À BAILA COMO AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS DAS CRIANÇAS FORAM TRATADAS, DESENVOLVIDAS E PROBLEMATIZADAS EM MEIO À PANDEMIA. NO ESCOPO DO EIXO EM TELA, PORTANTO, INCLUEM-SE AS ARTES, OS BRINCARES, AS CORPOREIDADES, AS SEXUALIDADES, OS GÊNEROS, OS ESPAÇOS, OS TEMPOS, AS NARRATIVAS, OS REGISTROS, OS DESEJOS E SONHOS DAS CRIANÇAS (E PROFESSORAS/ES), EM SÍNTESE, AS EXPERIÊNCIAS DO VIVER COMO OBRA INACABADA. INTERESSA-NOS COMPOR E DISCUTIR INVESTIGAÇÕES COMPROMISSADAS ÉTICO-POLÍTICA-ESTETICAMENTE COM AS INFÂNCIAS E CRIANÇAS, TENDO EM VISTA ASSEGURAR QUE A ESCUTA SENSÍVEL, O ACOLHIMENTO, A LUDICIDADE E AS SOCIABILIDADES ATRAVESSEM PERMANENTEMENTE O ATO EDUCATIVO, SOBRETUDO, EM UM MOMENTO HISTÓRICO TAL COMO ESTAMOS VIVENDO.

Coordenadores(as):
Fábio Pinto Gonçalves Dos Reis (UFLA)
Breno Alvarenga Almeida (UFLA)
Katia Batista Martins (UFLA)

ESTE EIXO INTEGRA ESTUDOS QUE DIALOGAM COM PERSPECTIVAS DECOLONIAIS E QUEER (CUIR) NO ÂMBITO EDUCACIONAL, COM DESTAQUE ÀS VOZES INSUBMISSAS, DISSONANTES DE UMA NORMA HETEROCENTRADA, COLONIAL, BRANCA, CRISTÃ E PEQUENO BURGUESA. COM EFEITO, BUSCAMOS PERSPECTIVAR PRODUÇÕES ACADÊMICAS CONCLUÍDAS OU EM ANDAMENTO, OU MESMO RELATOS DE EXPERIÊNCIAS QUE ABORDEM E TEMATIZEM ESSAS VOZES OUTRAS DA REVOLTA. GRITOS QUE PERMITAM REPENSAR TODA A TRADIÇÃO FILOSÓFICO-CIENTÍFICA OCIDENTAL QUE SILENCIA E INVISIBILIZA AQUILO QUE NÃO É LEGADO DO PENSAMENTO CENTRO-EUROPEU. ASSIM SENDO, A IDEIA DE APROFUNDAR O DEBATE ENVOLVENDO O CHAMADO SUL GLOBAL, OU SEJA, AUTORAS/ES QUE PROPÕEM DIFERENTES INTERPRETAÇÕES SOBRE GRUPOS HUMANOS INCLUINDO PERSPECTIVAS SUBALTERNAS E DESTOANTES, VISA JUSTAMENTE CONTESTAR TAL LEGADO HEGEMÔNICO. PRETENDEMOS ESTABELECER VARIADAS INTERFACES EPISTEMOLÓGICAS COM NARRATIVAS, PRÁTICAS, INTERVENÇÕES E METODOLOGIAS, DESENVOLVIDAS DENTRO E FORA DA ESCOLA, QUE CONSIDEREM O PENSAMENTO DE FRONTEIRA. TRATA-SE, NA REALIDADE, DE AÇÕES OPOSITORAS E (RE) EXISTÊNCIAS EMPREENDIDAS POR AQUELES/AS QUE SE ENCONTRAM À MARGEM DO QUE A MODERNIDADE/COLONIALIDADE IMPÔS COMO PADRÃO/NORMA/CIVILIZAÇÃO. CIENTES DE QUE A DECOLONIALIDADE NÃO SE CONSTITUI APENAS COMO PROJETO ACADÊMICO, MAS COMO PRÁTICA DE INTERVENÇÃO E REVOLTA DE TODOS OS POVOS/GRUPOS SUBALTERNIZADOS, INTERESSA-NOS AGREGAR TODAS AS INICIATIVAS INSUBMISSAS QUE SE CONSTITUEM EM LUGARES PEDAGÓGICOS QUE ENSINAM MÚLTIPLAS EXISTÊNCIAS, SEXUALIDADES E IDENTIDADES PARA ALÉM DO PROJETO CIVILIZATÓRIO AUTORITÁRIO QUE SE PRETENDE UNIVERSAL. EM FACE DO EXPOSTO, ESPERAMOS POR TRABALHOS QUE VERSEM A RESPEITO DE PROCESSOS EDUCATIVOS QUE ATRAVESSAM OS CORPOS NEGROS, QUEER (CUIR), DE RELIGIÕES NÃO NORMATIVAS, EMBEBIDOS DE CULTURAS POPULARES, DENTRE OUTRAS EXPERIÊNCIAS INSUBMISSAS, INSURGENTES, OUTRAS DA REVOLTA.

Coordenadores(as):
Marlyson Junio Alvarenga Pereira (SEC ESTADUAL DE EDUC - MG)
Aline Guerra Da Costa (UFF)

A PROPOSTA DESSE GT É RESULTADO DE UM GRUPO DE PESQUISADORAS QUE REALIZAM DISCUSSÕES SOBRE JUVENTUDES CONTEMPORÂNEAS, TENDO COMO ÁREAS DE CONCENTRAÇÃO: OS ESTUDOS CULTURAIS EM EDUCAÇÃO, OS ESTUDOS DE GÊNERO E SEXUALIDADES, BEM COMO, DAS ANÁLISES DE AUTORES/AS PÓS-ESTRUTURALISTAS, COMO MICHEL FOUCAULT. NESSA DIREÇÃO, O GT PRETENDE REUNIR ESTUDOS ACADÊMICOS QUE CONSIDEREM A COMPREENSÃO DAS JUVENTUDES COMO UM CONSTRUTO CULTURAL, HISTÓRICO, ABERTO, PLURAL, POLISSÊMICO, NA MEDIDA EM QUE É ATRAVESSADA POR DIVERSOS MARCADORES CULTURAIS, NO ÂMBITO DAS RELAÇÕES SOCIAIS. A FIM DE CONTRIBUIR COM OS ESTUDOS NESSA ÁREA, PROPOMOS ENVOLVER INVESTIGAÇÕES SOBRE AS JUVENTUDES QUE PROBLEMATIZEM AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS, AS INSTÂNCIAS EDUCATIVAS, OS ARTEFATOS CULTURAIS QUE REPERCUTEM E ATUAM NA SUA CONSTITUIÇÃO, INVESTINDO PRINCIPALMENTE, NOS ENSINAMENTOS PRODUZIDOS E VEICULADOS SOBRE CORPO, GÊNERO E SEXUALIDADE. COMPREENDER E EXAMINAR OS LUGARES DA CULTURA, TAIS COMO: BRINQUEDOS, ACADEMIAS, FILMES, SÉRIES, MÚSICAS, ESCOLAS, LITERATURA INFANTIL, REVISTAS, JORNAIS, PROPAGANDAS, INTERNET, POLÍTICAS PÚBLICAS ETC. COMO LOCAIS QUE FORJAM SUJEITOS E SUBJETIVIDADES TORNAM-SE INTERESSES DESSE GT: QUE SABERES E PRÁTICAS SÃO ACIONADOS NA PRODUÇÃO DAS JUVENTUDES CONTEMPORÂNEAS? QUAIS SÃO OS ENSINAMENTOS E IMPERATIVOS QUE OS ARTEFATOS ANALISADOS BUSCAM CONSTITUIR PARA AS JUVENTUDES? QUAIS CARACTERÍSTICAS, COMPORTAMENTOS, HABILIDADES E CAPACIDADES ESSES INDIVÍDUOS NECESSITAM INCORPORAR? COMO O GÊNERO E A SEXUALIDADE ATRAVESSAM E CONSTITUEM AS JUVENTUDES? QUE ATRAVESSAMENTOS E INCORPORAÇÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADE ESTÃO PRESENTES NAS PRÓPRIAS INSTITUIÇÕES, CAMPOS DE SABER, SÍMBOLOS E NORMAS RELACIONADAS ÀS JUVENTUDES? QUAIS AS IMPLICAÇÕES DO CONSUMO E DA CULTURA DO CONSUMO NOS PROCESSOS EDUCATIVOS QUE FORMAM OS SUJEITOS JOVENS CONTEMPORÂNEOS? COMO OPERAM AS ESTRATÉGIAS BIOPOLÍTICAS E OS MODOS DE GOVERNAR AS CONDUTAS DOS INDIVÍDUOS INTERPELADOS NAS SOCIEDADES NEOLIBERAIS? COMO GÊNERO E SEXUALIDADE, EM INTERSECÇÃO COM OUTROS MARCADORES SOCIAIS, COMO RAÇA, ESCOLARIDADE, RELIGIÃO, PERTENCIMENTO SOCIAL, TORNAM-SE CENTRAIS NAS DISPUTAS COTIDIANAS? DE QUE FORMAS PODEM-SE PRODUZIR CRITICAS, TENSIONAMENTOS E INTERVENÇÕES CAPAZES DE AMPLIAR COMPREENSÕES BINÁRIAS E HETERONORMATIVAS?

Coordenadores(as):
Juliana Ribeiro De Vargas (ULBRA)
Carin Klein (ULBRA)
Daniela Medeiros De Azevedo Prates (IFSul)

ESTE EIXO TEMÁTICO TEM POR OBJETIVOS PROBLEMATIZAR NOÇÕES ACERCA DO CORPO ENQUANTO UMA UNIDADE PURAMENTE ORGÂNICA. UMA MATERIALIDADE CONSTITUÍDA POR ÓRGÃOS INTERPRETADOS E EXPLICADOS A PARTIR DE CAMPOS CIENTÍFICOS CUJO OLHAR VOLTA-SE PARA O SEU FUNCIONAMENTO OU GENÉTICA SEM RELAÇÃO COM A SUA HISTORICIDADE. DESTE CORPO, OBJETIVADO E FRAGMENTADO PELAS PRÁTICAS CIENTÍFICAS, PRODUZEM-SE “VERDADES” DIRECIONADAS A CONDUÇÃO DAS CONDUTAS DAS PESSOAS, GERANDO UM CUIDADO DE SI GOVERNADO E SUBMETIDO AO OUTRO. ASSIM, PROPOMOS UM ESPAÇO QUE INTENCIONA GERAR DISCUSSÕES ENTRE ESTUDOS QUE PRETENDEM PENSAR O CORPO PARA ALÉM DO QUE SE NOMEIA ORGANISMO. UMA PRODUÇÃO HISTORICAMENTE CONSTITUÍDA, EFEITO DE RELAÇÕES PARTICULARES QUE FORAM E VÃO SE CONFIGURANDO NA SUA EXISTÊNCIA, FABRICANDO AQUILO QUE CHAMAMOS O CORPO. DESSA PERSPECTIVA, TRATA-SE DE CRIAR CONDIÇÕES PARA PENSAR AS IMPLICAÇÕES DOS AGENCIAMENTOS MAQUÍNICOS, EM FUNCIONAMENTO EM DIFERENTES INSTÂNCIAS SOCIAIS, E OLHAR OS TIPOS DE CONEXÕES ESTABELECIDAS COM E ENTRE DIFERENTES NÍVEIS PELE, MÚSCULOS, CÉREBRO, ...., CÉLULAS, MOLÉCULAS, ...ENERGIAS, QUE, AO LIGAR O EXTERNO AO INTERNO, FABRICA PENSAMENTOS, SENTIMENTOS, EMOÇÕES, COMPORTAMENTOS, CAPACIDADES, GOSTOS, HÁBITOS,..., PENSADOS E PROJETADOS POR OUTROS. CHAMAR A ATENÇÃO PARA OS PROCESSOS IMBRICADOS A FABRICAÇÃO DE NOSSA CORPOREIDADE E PARA AQUILO QUE NOS TORNAMOS, PODE NOS MOVER A INTERROGAR AS VERDADES QUE NOS SUBJETIVAM (E SUBJETIVARAM) E A OLHAR DE FORMA ATENTA PARA A NOSSA EXISTÊNCIA, O MODO COMO INTERPRETAMOS OS ACONTECIMENTOS, OS FENÔMENOS, OS OUTROS E A NÓS MESMOS. OS ESTUDOS E OS DEBATES QUE POSSAM VIR A OCORRER, TALVEZ, CONTRIBUAM PARA CONDIÇÕES QUE FAVOREÇAM A EMERGÊNCIA DE UM OLHAR E CUIDADO DE SI E DOS OUTROS MAIS CRÍTICO, AUTÔNOMO E LIVRE.

Coordenadores(as):
Tatiana Souza De Camargo (UFRGS)
Nádia Geisa Silveira De Souza (UFRGS)
Neusete Machado Rigo (UFFS)

O EIXO PRETENDE AGREGAR TRABALHOS QUE DISCUTAM A OFENSIVA REACIONÁRIA ANTIGÊNERO, ESPECIALMENTE QUANTO À CONTÍNUA CONFIGURAÇÃO DE DISCURSOS E À ARTICULAÇÃO DE UM CONJUNTO VARIADO DE ATORES NA CONSTRUÇÃO DE UMA AGENDA REGRESSIVA NO CAMPO DAS RELAÇÕES DE GÊNERO E DOS DIREITOS HUMANOS, COM INÚMERAS IMPLICAÇÕES. ESTAS OFENSIVAS, DE MATRIZ FUNDAMENTALISTA E COM ARTICULAÇÕES TRANSNACIONAIS, EM QUE PESE A VARIEDADE DE CENÁRIOS E ATORES ENVOLVIDOS, PROMOVEM DISPUTAS SIMBÓLICAS, MATERIAIS E POLÍTICAS COM VISTAS A, ENTRE OUTRAS COISAS, INTERFERIR, OCUPAR E REDEFINIR SENTIDOS, OBJETIVOS, MÉTODOS E ESPAÇOS NA CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, NAS ÁREAS DE, POR EXEMPLO, EDUCAÇÃO, SAÚDE, CULTURA. O EIXO TEMÁTICO REUNIRÁ TRABALHOS SOBRE ESTAS OFENSIVAS, CONSIDERANDO SEUS PROCESSOS DE COMPOSIÇÃO, SEUS ATORES NACIONAIS E TRANSNACIONAIS, SUAS DINÂMICAS ARTICULATÓRIAS, RAMIFICAÇÕES E FRONTEIRAS, BEM COMO ESTRATÉGIAS DE DEPURAÇÃO, (DES)CONSTRUÇÃO E REFORMULAÇÃO DAS POLÍTICAS NA ESTEIRA DO DISCURSO ANTIGÊNERO E DE DISPUTAS POR HEGEMONIA. INTERESSA-NOS APROFUNDAR A REFLEXÃO SOBRE AS ESTRATÉGIAS POLÍTICAS E DISCURSIVAS DOS ATORES ANTIGÊNERO NAS POLÍTICAS EM GERAL E, EM ESPECIAL, NA EDUCAÇÃO, NA SAÚDE, NA CULTURA, NOS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS. MERECEM TAMBÉM ATENÇÃO AS RELAÇÕES/CONVERGÊNCIAS ENTRE ATORES ULTRACONSERVADORES MORAIS E NEOLIBERAIS, SUAS IMPLICAÇÕES NAS POLÍTICAS PÚBLICAS, E SEUS IMPACTOS EM DIVERSAS ÁREAS SOCIAIS. SERÃO ACEITAS PROPOSTAS QUE ABORDEM PROCESSOS DE CONFIGURAÇÃO DAS POLÍTICAS ANTIGÊNERO NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA; ATORES, ESTRATÉGIAS E ESPAÇOS SOCIAIS E INSTITUCIONAIS ENGAJADOS NA AGENDA ANTIGÊNERO; ESTRATÉGIAS E EFEITOS DE DISPUTAS MORAIS EM TORNO DA ADOÇÃO DA PERSPECTIVA DE GÊNERO NAS POLÍTICAS PÚBLICAS; CONVERGÊNCIAS ENTRE ULTRACONSERVADORISMO E NEOLIBERALISMO E SUAS IMPLICAÇÕES; DESLOCAMENTOS DO DEBATE SOBRE OS DESAFIOS DAS POLÍTICAS PARA OS TERRENOS PRIVADO, MORAL E RELIGIOSO; INFLUÊNCIAS/INTERFERÊNCIAS DO ATIVISMO RELIGIOSO NA POLÍTICA EDUCACIONAL E NO COTIDIANO ESCOLAR; AMEAÇAS À LAICIDADE DO ESTADO E DA ESCOLA; LIBERDADE DE ENSINAR E APRENDER; DISPUTAS CURRICULARES E EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS; DISCURSO ANTIGÊNERO E REPRESENTAÇÕES DE MULHER, HOMEM, FAMÍLIA, ESCOLA, LIBERDADE, NATUREZA, CORPO, GÊNERO, SEXO, SEXUALIDADE E OUTRAS; RECONFIGURAÇÕES DAS POLÍTICAS DE ESTADO COM VISTAS A REDEFINIR E VIABILIZAR POLÍTICAS PÚBLICAS EM SINTONIA COM PROJETOS DE PODER AUTORITÁRIOS; ESTRATÉGIAS E EXPERIÊNCIAS DE RESISTÊNCIA.

Coordenadores(as):
Anna Paula Vencato (UFMG)
Marco Aurelio Maximo Prado (UFMG)
Rogério Diniz Junqueira (Inep)

O DEBATE EDUCACIONAL CONTEMPORÂNEO VEM, PROGRESSIVAMENTE, AMPLIANDO AS POSSIBILIDADES DO QUE SE ENTENDE POR EDUCAÇÃO, ABRINDO-SE PARA PROBLEMATIZAR OS PROCESSOS EDUCATIVOS VIVIDOS A PARTIR DAS MÍDIAS E DOS ARTEFATOS CULTURAIS, OS QUAIS ESTÃO CADA VEZ MAIS PRESENTES EM NOSSAS VIDAS. CONSIDERANDO-SE A CULTURA COMO CAMPO CONTESTADO E CONFLITUOSO DE PRÁTICAS DE SIGNIFICAÇÃO E SEU PAPEL CONSTITUTIVO DOS DIVERSOS ASPECTOS DA VIDA SOCIAL CONTEMPORÂNEA, AS MÍDIAS E OS ARTEFATOS CULTURAIS GANHAM NOTORIEDADE COMO ‘ARTEFATOS PRODUTIVOS’, OU SEJA, PROGRAMAS DE TV, IMAGENS, LIVROS, MÚSICAS E CLIPES MUSICAIS, FILMES, SÉRIES, GAMES, CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS ENTRE OUTROS PARTICIPAM DA INVENÇÃO DE SENTIDOS QUE CIRCULAM E OPERAM NAS ARENAS CULTURAIS. DIANTE DESSAS INÚMERAS E COMPLEXAS PEDAGOGIAS, NOSSO INTERESSE SE VOLTA ESPECIFICAMENTE PARA OS MODOS COMO ELAS CONSTITUEM EXPERIÊNCIAS DE GÊNEROS E SEXUALIDADES, ENTENDIDAS COMO CONSTRUÇÕES DISCURSIVAS SOCIOCULTURAIS E HISTÓRICAS QUE ACONTECEM AO LONGO DE TODA A VIDA, CONTINUAMENTE, ATRAVÉS DE INÚMERAS APRENDIZAGENS E PRÁTICAS, EMPREENDIDA POR UM CONJUNTO INESGOTÁVEL DE INSTÂNCIAS SOCIAIS E CULTURAIS. TAIS PEDAGOGIAS PARTICIPAM TANTO DA REITERAÇÃO DE NORMAS CULTURAIS QUANTO SÃO ‘LUGARES’ EM QUE É POSSÍVEL ACOMPANHAR A MULTIPLICAÇÃO DOS MODOS DE COMPREENDER, RESISTIR, DAR SENTIDO E VIVER OS GÊNEROS E AS SEXUALIDADES. O EIXO TEMÁTICO ACOLHERÁ RELATOS DE PESQUISAS (CONCLUÍDAS E ANDAMENTO), RELATOS DE EXPERIÊNCIA E ENSAIOS TEÓRICOS COM ÊNFASE EM ANÁLISES DOS MODOS DE FUNCIONAMENTO DAS PEDAGOGIAS DE GÊNEROS E SEXUALIDADES EM MÍDIAS E ARTEFATOS CULTURAIS, SOB INSPIRAÇÃO DOS ESTUDOS DE VERTENTES PÓS-ESTRUTURALISTAS E FOUCAULTIANAS, AS QUAIS ENFATIZAM A LINGUAGEM E O DISCURSO EM SEU CARÁTER PRODUTIVO E CONSTITUTIVO DAS SUBJETIVIDADES E DO QUE DENOMINAMOS DE ‘REALIDADE’. RESSALTAMOS O DIÁLOGO COM O CAMPO DE ESTUDOS DA CULTURA VISUAL, CONSIDERANDO QUE AS IMAGENS VÊM GANHANDO ESPAÇO DE ATENÇÃO E DISCUSSÃO INTELECTUAL POR SUA PREDOMINÂNCIA NA CULTURA CONTEMPORÂNEA E PELA VELOCIDADE E VOLUME COM QUE NOS INTERPELAM COTIDIANAMENTE, PRODUZINDO EXPERIÊNCIAS VISUAIS.

Coordenadores(as):
Roney Polato De Castro (UFJF)
Anderson Ferrari (UFJF)
Joanalira Corpes Magalhães (FURG)

O EIXO TEMÁTICO PRÁTICAS CORPORAIS: DIÁLOGOS COM GÊNERO, CORPO E SEXUALIDADE É UMA PROPOSIÇÃO DO GRUPO DE TRABALHO TEMÁTICO GÊNERO (GTT GÊNERO) DO COLÉGIO BRASILEIRO DO ESPORTE, CONSTITUÍDO EM 2013 E QUE REÚNE PESQUISADORES/AS DAS CINCO REGIÕES DO PAÍS. ESTE EIXO TEMÁTICO BUSCA REUNIR PESQUISAS ACERCA DOS TEMAS GÊNERO, CORPO E SEXUALIDADE NO CAMPO DE CONHECIMENTO MAIS AMPLO DA EDUCAÇÃO FÍSICA E ÁREAS AFINS, QUE TEMATIZEM AS PRÁTICAS CORPORAIS ATRAVESSADAS PELO GÊNERO E OUTROS MARCADORES DA DIFERENÇA. OS ESTUDOS DE GÊNERO EMERGIRAM NO CAMPO ACADÊMICO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ENTRE OS ANOS DE 1980 E 1990, CONSOLIDANDO-SE A PARTIR DE ENTÃO. COM AS DEMANDAS CONTEMPORÂNEAS, PROVENIENTES DE DIFERENTES ÁREAS DE ESTUDO, QUE EMERGIRAM EM CONTEXTOS SOCIAIS DIVERSOS, HOUVE UMA AMPLIAÇÃO DO ESCOPO DESTES ESTUDOS, DAQUELES CENTRADOS EM QUESTÕES SOBRE PRÁTICAS DE EXCLUSÃO POR GÊNERO E ORGANIZAÇÃO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA MISTAS OU SEPARADAS; PARA TEMÁTICAS COMO ORIENTAÇÃO SEXUAL, HOMOFOBIA, MASCULINIDADES, TRANSGENERIDADE, INTERSEXUALIDADE, ENTRE OUTRAS, QUE PASSARAM A SE FAZER PRESENTES NAS PESQUISAS DA ÁREA EM CONTEXTOS COMO A ESCOLA, A INSTITUIÇÃO ESPORTIVA, AS ATIVIDADES RÍTMICAS E EXPRESSIVAS, A MÍDIA E A GESTÃO ESPORTIVA, OS MEGAEVENTOS, ENTRE OUTROS ESPAÇOS. NESTE CENÁRIO, DIFERENTES ABORDAGENS TÊM SIDO UTILIZADAS, COMO A PÓS-ESTRUTURALISTA, AS TEORIAS DAS MASCULINIDADES, O FEMINISMO PÓS-COLONIAL E DECOLONIAL, A INTERSECCIONALIDADE, ENTRE OUTRAS QUE PERMITEM REFLETIR O GÊNERO INTEGRADO AOS MARCADORES DE DIFERENÇA, TAIS COMO RAÇA, CLASSE, IDADE, RELIGIÃO, NACIONALIDADE, DEFICIÊNCIA, SEXUALIDADE, ENTRE OUTROS, QUE PRODUZEM DESIGUALDADES NO CONTEXTO DAS PRÁTICAS CORPORAIS. DESSE MODO, ESSE EIXO TEMÁTICO SE PROPÕE A RECEBER TRABALHOS QUE FOCALIZEM OS TEMAS GÊNERO, CORPO E SEXUALIDADE NAS PRÁTICAS CORPORAIS, DISCUTIDOS POR MEIO DE ABORDAGENS MULTIDISCIPLINARES QUE SE DEBRUÇEM NA INTERPRETAÇÃO DAS QUESTÕES DE GÊNERO, CORPO E SEXUALIDADE QUE ATRAVESSAM AS DIFERENTES EXPRESSÕES DESTAS PRÁTICAS NA CONTEMPORANEIDADE.

Coordenadores(as):
Leandro Teofilo De Brito (UFRJ)
Fabiano Devide (UFF)

A CIDADE É O AMBIENTE DA AÇÃO HUMANA, PRODUTO DA NOSSA CIVILIZAÇÃO. NOS CONSTITUÍMOS NA RELAÇÃO COM O MEIO E COM AS PESSOAS E CONSTRUÍMOS OS LUGARES A PARTIR DAS NOSSAS VIVÊNCIAS E EXPECTATIVAS. A CIDADE, PORTANTO, É UM ESPAÇO QUE NOS CONSTRÓI COMO SERES HUMANOS. NO MOMENTO ATUAL DO PLANETA, A PREOCUPAÇÃO COM A SAÚDE DAS POPULAÇÕES VEM SE INTENSIFICANDO A PARTIR DA CRISE GERADA PELA PANDEMIA DE COVID-19, QUE PRODUZIU ALTERAÇÕES DRAMÁTICAS NO MODO DE VIDA DAS PESSOAS. TODOS OS SEGMENTOS E FAIXAS ETÁRIAS NOS PAÍSES NOS CONTINENTES, FORAM AFETADOS DO PONTO DE VISTA ECONÔMICO, FÍSICO, PESSOAL, FAMILIAR E COMUNITÁRIO. COM O COTIDIANO DOS ESPAÇOS PÚBLICOS NÃO FOI DIFERENTE. A LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA NAS COMUNIDADES URBANAS, SOBRETUDO PERIFÉRICAS, GANHOU CONTORNOS CATASTRÓFICOS, TENDO EM VISTA A POBREZA IMPOSTA HISTORICAMENTE PELA INEFICÁCIA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS. OS ESPAÇOS PÚBLICOS COMO PALCO NA LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA DE MUITAS PESSOAS A PARTIR DA NECESSIDADE IMEDIATA DE GERAÇÃO DE RENDA FORAM IMPACTADOS, QUANDO AS RELAÇÕES SOCIAIS SE TORNARAM PROIBITIVAS. ENTRETANTO, GANHOU VÁRIOS CONTORNOS DE REEXISTÊNCIA ATRAVÉS DO RESGATE DA MEMÓRIA IMPRESSAS NAS CIDADES, TRAZENDO EXEMPLOS DE RESISTÊNCIAS E POSSIBILIDADES DE DESENVOLVIMENTO DE NOVAS RELAÇÕES COM A CIDADE E COM OS ESPAÇOS PÚBLICOS, NÃO SOMENTE DO PONTO DE VISTA ECONÔMICO, MAS DE VIDA E, SOBRETUDO, LIGADO À SUSTENTABILIDADE. DESSE MODO, O SIMPÓSIO TEMÁTICO SE PROPÕE A REUNIR CONHECIMENTOS E VIVÊNCIAS SOBRE OS ESPAÇOS PÚBLICOS DE MUITAS CIDADES DO MUNDO QUE TENHAM SIDO CAPAZES DE AGIR SOBRE A (DES)GENERIFICAÇÃO DOS CORPOS, EM TEMPOS DE PANDEMIA DE COVID-19. PENSANDO EM COMO O USO DOS CORPOS NOS ESPAÇOS PÚBLICOS DAS CIDADES INTERRELACIONA-SE COM A SUSTENTABILIDADE NO COMBATE DA BIONECROPOLÍTICA GENDERIZADA E MANTENEDORA IDEOLÓGICA DO CISHETEROPATRIARCADO. PRETENDEMOS CONSTRUIR ELOS REFLEXIVOS E PROMOTORES DE AÇÕES POLÍTICAS NOS DEBATES SOBRE OS CORPOS NAS QUESTÕES VOLTADAS A EXPRESSÃO DO GÊNERO E DAS SEXUALIDADES NOS ESPAÇOS PÚBLICOS COM O POTENCIAL CRIATIVO DE PENSAR COMO A SUSTENTABILIDADE É CAPAZ DE EFETIVAR MUDANÇAS EM TEMPOS DE GRANDES LIMITAÇÕES. ESPERA-SE QUE OS RESULTADOS POSSAM MULTIPLICAR ESPAÇOS EDUCATIVOS DE RESGATE DAS MEMÓRIAS (RE)INVENTADAS SOB A ÉGIDE DA LIBERDADE E FAZER TRAJETÓRIAS INSURGENTES EM DEFESA DAS DISSIDÊNCIAS SEXUAIS E DE GÊNEROS EMBRENHADAS NAS LUTAS CONTRA OS OLHARES PATRIARCAIS MUITAS VEZES RESPALDADOS POR PRÁTICAS DE ACULTURAÇÃO HETERONORMATIVA.

Coordenadores(as):
Aline Maria Barbosa Domício Sousa (UNIFOR)
Ada Raquel Teixeira Mourão (UFPI)
Maria Eulaidia De Araujo (INSA / Universidade de Lyon)

O EIXO TEMÁTICO TEM COMO PROPOSTA DISCUTIR SOBRE AS SEXUALIDADES E AS RELAÇÕES/IDENTIDADES DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO DAS INFÂNCIAS. PRETENDE CONSTITUIR ESPAÇO DE DIÁLOGO SOBRE PESQUISA-ENSINO-EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, AÇÕES NOS MOVIMENTOS SOCIAIS E INSTITUIÇÕES ESCOLARES SOBRE AS SEXUALIDADES E GÊNEROS NAS INFÂNCIAS. AS SEXUALIDADES E OS GÊNEROS NAS INFÂNCIAS TERÃO COMO CAMPO DE ESTUDOS A EDUCAÇÃO, MAIS PRECISAMENTE AS EDUCAÇÕES NO PLURAL, QUE CORRESPONDEM AOS ESPAÇOS ESCOLARES E TAMBÉM AOS ESPAÇOS DAS PEDAGOGIAS CULTURAIS QUE EDUCAM E INTERAGEM COM AS INFÂNCIAS PRODUZINDO PEDAGOGIAS CULTURAIS NOS MAIS VARIADOS ARTEFATOS DENTRE ELES: CINEMA, INTERNET, LIVROS, PROPAGANDAS, DENTRE OUTROS TANTOS. OS ARTEFATOS CULTURAIS PRODUZEM E REPRODUZEM REPRESENTAÇÕES FECUNDANDO DIMENSÕES ÉTICAS E ESTÉTICAS. QUANTAS ESTRATÉGIAS DE SABER E DE PODER PERPASSAM OS PROCESSOS EDUCATIVOS QUER SEJA NA INSTITUIÇÃO ESCOLA, NA FAMÍLIA, NOS MOVIMENTOS SOCIAIS E/OU NAS PEDAGOGIAS CULTURAIS. A PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO SOBRE APRENDER E ENSINAR FAZ-NOS NAVEGAR PELAS PERPLEXIDADES FRENTE AOS DISCURSOS QUE EXERCEM PODEROSOS CONTROLES, MAS TAMBÉM INDICAM POSSIBILIDADES DE RESISTÊNCIAS, INSTIGANDO A PENSAR OS PROCESSOS DE PRODUÇÃO DAS DIFERENÇAS, A PROVISORIEDADE DAS VERDADES, O QUESTIONAMENTO DOS BINARISMOS. ESTE EIXO TEMÁTICO, PORTANTO, PRETENDE TAMBÉM SER UM ESPAÇO POTENTE DE SOCIALIZAÇÃO DE ESTUDOS E DE AÇÕES DE RESISTÊNCIAS QUE BUSCAM DISCUTIR SOBRE SEXUALIDADES E GÊNEROS DAS CRIANÇAS, PARA E COM ELAS, ESPECIALMENTE NUM PERÍODO HISTÓRICO DE DISCURSOS DE ÓDIO E ANTIGÊNERO, QUE TENTAM CALAR AS VOZES E AÇÕES DOCENTES QUE OBJETIVAM REALIZAR TRABALHOS PEDAGÓGICOS COM AS CRIANÇAS.

Coordenadores(as):
Constantina Xavier Filha (UFMS)
Cláudia Maria Ribeiro (UFLA)
Samanta Felisberto Teixeira (UFMS)

HISTORICAMENTE, AS DESIGUALDADES DE GÊNERO TÊM RELEGADO ÀS MULHERES VIVÊNCIAS PÚBLICAS E PRIVADAS MARCADAS PELA AGRESSÃO, DESRESPEITO, VITIMIZAÇÃO, VULNERABILIZAÇÃO QUE, INTERSECCIONADAS ÀS QUESTÕES DE CLASSE E RAÇA, PRODUZEM OPRESSÃO, SOFRIMENTO ÉTICO-POLÍTICO E MORTE. A VIDA DAS MULHERES TEM SE CONSTITUÍDO NO BOJO DAS MÚLTIPLAS VIOLÊNCIAS SEJAM ELAS FÍSICAS, MORAIS, SEXUAIS, PATRIMONIAIS E PSICOLÓGICAS NO ÂMBITO DOMÉSTICO E INTRAFAMILIAR. AS TRAJETÓRIAS MARCADAS PELAS OPRESSÕES E AGRESSÕES PODEM ECLODIR NO FEMINICÍDIO, COMPREENDIDO COMO EXPRESSÃO MÁXIMA DE UM CONTINUUM FINAL E EXTREMO DE VIOLÊNCIAS DIRIGIDAS ÀS MULHERES. MESMO HAVENDO AVANÇOS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE PREVENÇÃO E ENFRENTAMENTO ÀS VIOLÊNCIAS CONTRA AS MULHERES, COMO A LEI Nº 11.340, CONHECIDA COMO LEI MARIA DA PENHA, E DA LEI Nº 13.104, A LEI DO FEMINICÍDIO, O CRESCIMENTO DO NÚMERO DE VIOLÊNCIAS DOMÉSTICAS (SEM MORTE) E DE FEMINICÍDIOS TEM SIDO RELATADO NO PANORAMA NACIONAL E INTERNACIONAL DE FORMA ALARMANTE. DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19 ESTES CASOS AUMENTARAM POSSIVELMENTE PELO DISTANCIAMENTO SÓCIOCOMUNITÁRIO IMPUTADO ÀS MULHERES E A MAIOR CONVIVÊNCIA COM OS PARCEIROS, PRINCIPAIS EXECUTORES DOS CRIMES. EMBORA NAS ÚLTIMAS DÉCADAS TENHA HAVIDO INCREMENTO DAS FORMAS DE ENFRENTAMENTO ÀS VIOLÊNCIAS CONTRA MULHERES, A AMPLIAÇÃO DOS DIREITOS, A CONSTRUÇÃO DE DOCUMENTOS E AS DISCUSSÕES SOCIAIS TENHAM PRIVILEGIADO E MOBILIZADO A CONDIÇÃO DE SER MULHER NO BRASIL, AS POLÍTICAS PÚBLICAS NÃO DISPÕEM DE GARANTIAS PLENAS ÀS MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA E SUAS FAMÍLIAS, PRINCIPALMENTE, DAQUELAS QUE AINDA SE MANTÉM AO LADO DO AGRESSOR. DESSA FORMA, ESSE EIXO TEMÁTICO BUSCA ACOLHER PESQUISAS, RELATOS DE ESTÁGIO, PROJETOS DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS QUE PROBLEMATIZEM OS DESAFIOS COLOCADOS PELA IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE PREVENÇÃO E ENFRENTAMENTO ÀS MÚLTIPLAS VIOLÊNCIAS CONTRA AS MULHERES, NOTADAMENTE, O FEMINICÍDIO ENQUANTO VIOLÊNCIA LETAL.

Coordenadores(as):
Tatiana Machiavelli Carmo Souza (UFCAT)
Carmem Lúcia Costa (UFCAT)
Soraia Veloso Cintra (UFU)

PROTEGER CRIANÇAS E ADOLESCENTES É UMA TAREFA CONJUNTA DE TODA A COMUNIDADE, DE MODO QUE ESSE PÚBLICO ESTEJA RESGUARDADO DAS MAIS VARIADAS FORMAS DE VIOLÊNCIA, INCLUINDO A SEXUAL. PARTINDO DESSE PRESSUPOSTO, O OBJETIVO GERAL DESTA PROPOSTA É DEBATER SOBRE O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES ESCOLARES NA PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO QUE SE REFERE À VIOLÊNCIA SEXUAL, ALÉM DE ENFATIZAR QUE TAIS AMBIENTES SÃO PROPÍCIOS PARA A DENÚNCIA DESSES CASOS DE AGRESSÃO. AS INSTITUIÇÕES ESCOLARES TÊM COMO RESPALDO DIVERSOS DOCUMENTOS OFICIAIS QUE DETALHAM PROPOSTAS TEÓRICAS E PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS SOBRE A ATUAÇÃO PEDAGÓGICA EM DIREITOS HUMANOS E DIVERSIDADE; PORÉM POUCO OU QUASE NADA ATUAM NAS QUESTÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADE, O QUE ACABA POR COIBIR APRENDIZAGENS SOBRE ATUAÇÃO PREVENTIVA, ESTUDOS TEÓRICOS E POSSIBILIDADES DE IDENTIFICAÇÃO DE CASOS DE VIOLÊNCIA SEXUAL. TANTO NOS CURSOS DE FORMAÇÃO DOCENTE, NAS UNIVERSIDADES, QUANTO NOS CURSOS DE FORMAÇÃO CONTINUADA/CONTÍNUA, POUCO SE ESTUDA SOBRE AS QUESTÕES DE VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTO-JUVENIL, SENDO DELEGADO ESTE TEMA GERALMENTE APENAS QUANDO SE DIALOGA ACERCA DO DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES, NO 18 DE MAIO, EM QUE TRAZEM PROFISSIONAIS PARA DISCURSAREM SOBRE A PROBLEMÁTICA, OS/AS QUAIS APRESENTAM ALGUNS DADOS NACIONAIS, SEQUELAS FÍSICAS E EMOCIONAIS. O DIÁLOGO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS ENVOLVENDO O TEMA DEVEM ESTAR NO COTIDIANO AO LONGO DE TODO O PERÍODO LETIVO, A PARTIR DO RIGOR CIENTÍFICO. O QUE PERCEBEMOS É QUE FALTAM ESTUDOS CONTÍNUOS, PROPOSTAS EDUCATIVAS, INTERVENÇÕES COM OS/AS DISCENTES E FAMILIARES NOS ESPAÇOS ESCOLARES. OS/AS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO RECONHECEM SEU COMPROMISSO SOCIAL COM A DENÚNCIA, PORÉM SE SENTEM DESPREPARADOS/AS PORQUE: 1. O TEMA AINDA É POLÊMICO; 2. É CHAMADA A RESPONSABILIDADE DE ATUAÇÃO APENAS EM CASOS JÁ IDENTIFICADOS DE VIOLÊNCIA SEXUAL. SE A ESCOLA, COMO UM TODO, VISASSE ESTUDAR ESTA TEMÁTICA, QUE ENGLOBA GÊNERO E SEXUALIDADE, PODERIA VIR A PROPORCIONAR ASPECTOS DE PREVENÇÃO SOBRE A VIOLÊNCIA SEXUAL, POIS A CRIANÇA, SEJA ELA A QUE FOR ABUSADA OU A ABUSADORA, PASSA PELA ESCOLA. PARTINDO DESSE CENÁRIO, O PRESENTE EIXO TEMÁTICO BUSCA REUNIR PESQUISAS E PESQUISADORES/AS PARA A DISCUSSÃO ACERCA DAS RELAÇÕES DE GÊNERO, SEXUALIDADES E VIOLÊNCIA SEXUAL, DE MODO A DAR VOZ ÀS EXPERIÊNCIAS (PRÁTICAS E/OU TEÓRICAS) VOLTADAS AO CONTEXTO ESCOLAR. ASSIM, SÃO BEM-VINDOS TRABALHOS COM REFERENCIAIS INTERDISCIPLINARES NA ÁREA DAS CIÊNCIAS HUMANAS.

Coordenadores(as):
Eliane Rose Maio (UEM)
Marcio De Oliveira (UEM)
Reginaldo Peixoto (UEMS)

O EIXO TEMÁTICO VIOLÊNCIAS CONTRA PESSOAS LGBTI+: REFLEXÕES A PARTIR DA INVESTIGAÇÃO, DA PRÁTICA PROFISSIONAL E DO ATIVISMO VISA PROMOVER A PARTILHA DE CONHECIMENTOS E DE EXPERIÊNCIAS POR PARTE DE PESSOAS PESQUISADORAS, PROFISSIONAIS E ATIVISTAS SOBRE AS VIOLÊNCIAS QUE SÃO PRATICADAS EM FUNÇÃO DA ORIENTAÇÃO SEXUAL, IDENTIDADE/EXPRESSÃO DE GÉNERO E CARACTERÍSTICAS SEXUAIS. TENDO POR BASE UMA PERSPECTIVA INTERSECCIONAL, PRETENDE-SE IGUALMENTE EXPLORAR COMO ESTAS VIOLÊNCIAS SÃO CONDICIONADAS POR OUTRAS PERTENÇAS, COMO O ESTATUTO SOCIOECONÓMICO OU A ORIGEM ÉTNICA, POR FORMA A FUNDAMENTAR ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO QUE POSSAM SER PROPULSORAS DA IGUALDADE. A PROPOSTA DESTE EIXO SURGE NA SEQUÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DO PROJETO ÍRIS – TRAJETÓRIAS DE VIDA DE PESSOAS LGBTI VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, O QUAL ESTÁ A SER REALIZADO PELAS PROPONENTES EM PORTUGAL. O PROJETO PROCURA DAR RESPOSTA A UMA LACUNA DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL, TENDO COMO OBJETIVO GERAL DESCREVER E COMPREENDER AS ESPECIFICIDADES DOS PERCURSOS DESENVOLVIMENTAIS E DE VITIMAÇÃO DAS PESSOAS LGBTI+ E OS RESPETIVOS IMPACTOS A NÍVEL PESSOAL, FAMILIAR E SOCIAL, ATRAVÉS DAS NARRATIVAS DAS PRÓPRIAS VÍTIMAS E DOS/AS PROFISSIONAIS QUE COM ELAS INTERVÊM. COMO RESULTADOS PRELIMINARES, VERIFICOU-SE A EXISTÊNCIA DE UMA ELEVADA PREVALÊNCIA DE DIVERSAS TIPOLOGIAS DE VIOLÊNCIA PERPETRADAS EM CONTEXTO FAMILIAR E DE INTIMIDADE, ENCONTRANDO-SE ESPECIFICIDADES NO QUE CONCERNE ÀS DINÂMICAS DE PODER, À OCORRÊNCIA DE ABUSO SEXUAL NA INFÂNCIA, À VIOLÊNCIA SEXUAL E À EXPULSÃO DE CASA, AQUANDO DO (RE)CONHECIMENTO DA VÍTIMA ENQUANTO PESSOA LGBTI+. AO PROMOVER ESTE EIXO TEMÁTICO, É NOSSA INTENÇÃO NÃO APENAS PARTILHAR OS NOSSOS RESULTADOS, MAS TAMBÉM CONHECER INVESTIGAÇÕES EM CURSO FEITAS POR OUTRAS EQUIPAS DE INVESTIGAÇÃO EM OUTROS PAÍSES.
Coordenadores(as):
Ana Sofia Antunes Das Neves (ISCSP-ULISBOA)

CONSIDERADO UM ORGANIZADOR DO SOCIAL E DA CULTURA E UMA FORMA PRIMÁRIA A DAR SIGNIFICADO ÀS RELAÇÕES DE PODER, GÊNERO TEM PRODUZIDO, A PARTIR DE SUAS NORMAS E HIERARQUIAS, A POSSIBILIDADE DE COMPREENDER PROCESSOS DE DISCRIMINAÇÕES E VIOLÊNCIAS ENGENDRADOS NA DINÂMICA DE RELAÇÕES SOCIAIS. NO BRASIL, O DEBATE SOBRE GÊNERO FUNDAMENTOU A ANÁLISE DE UM HISTÓRICO DE NEGLIGÊNCIAS E IMPUNIDADES ACERCA DAS DISTINTAS MANIFESTAÇÕES DE ABUSOS E AGRESSÕES CONTRA AS MULHERES E CONTRA A POPULAÇÃO LGBTQIA+, FENÔMENO QUE NAS ÚLTIMAS DÉCADAS TÊM GERADO A ORGANIZAÇÃO DE MOVIMENTOS NEOCONSERVADORES. NESSE CONTEXTO DE RECRUDESCIMENTO DO CONSERVADORISMO, NARRATIVAS COMO A “IDEOLOGIA DE GÊNERO” TÊM SE MANIFESTADO EM DIVERSAS INSTÂNCIAS DA SOCIEDADE, CONTRIBUINDO, EM ALGUMA MEDIDA, PARA A MANUTENÇÃO DOS ALTOS ÍNDICES DE VIOLÊNCIAS CONTRA AS MULHERES, BEM COMO CRIMES E ABUSOS MOTIVADOS POR LGBTFOBIA. ATUALMENTE, O BRASIL É CONSIDERADO UM DOS PAÍSES COM MAIORES ÍNDICES DE ASSASSINATO DE MULHERES. COM UMA TAXA DE 4,8 FEMINICÍDIOS PARA CADA 100 MIL HABITANTES, O BRASIL É O QUINTO PAÍS DO MUNDO QUE MAIS REGISTRA ESSE TIPO DE CRIME, CENÁRIO QUE SE AGRAVA ENTRE AS MULHERES PRETAS E PARDAS. SITUAÇÃO SEMELHANTE ACOMETE A POPULAÇÃO LGBTQIA+. DE TODO CONTINENTE AMERICANO, O BRASIL É O PAÍS QUE MAIS DISCRIMINA SUJEITOS DE SEXUALIDADES E IDENTIDADES/EXPRESSÕES DE GÊNERO DISSIDENTES. ALÉM DISSO, O BRASIL É O PAÍS QUE MAIS MATA PESSOAS TRANS E TRAVESTIS. DIANTE DESTE CONTEXTO, PRETENDEMOS REUNIR INVESTIGAÇÕES QUE, A PARTIR DE DISTINTOS MARCOS TEÓRICOS, COLOQUEM EM DISCUSSÃO AS VIOLÊNCIAS DE GÊNERO QUE, EM DIFERENTES TEMPOS E ESPAÇOS, TÊM SIDO ATRAVESSADAS POR MARCADORES SOCIAIS COMO SEXUALIDADE, RAÇA, CLASSE, GERAÇÃO E CONVICÇÕES RELIGIOSAS. FOCALIZAR NO DEBATE SOBRE AS VIOLÊNCIAS DE GÊNERO E REUNIR UM COLETIVO DE PESSOAS QUE SE DEBRUÇAM SOBRE A TEMÁTICA EM SUAS INVESTIGAÇÕES SE TRATA DE UM ESFORÇO DE ENFRENTAMENTO E RESISTÊNCIA NO TEMPO PRESENTE, QUIÇÁ CAPAZ DE PROJETAR OUTROS FUTUROS.

Coordenadores(as):
André Luiz Dos Santos Silva (UFRGS)
Ariane Corrêa Pacheco (UFRGS)